Um ano de Pix: o que mudou com o sistema de pagamentos instantâneos

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Por Time Juno
12 min de leitura
10/01/2022

Com um ano de operação no mercado de pagamentos, o Pix tem mostrado a que veio. Você sabe tudo que esse sistema de pagamentos instantâneos alcançou nos últimos 12 meses? Descubra agora mesmo!

Em novembro de 2021, o mercado financeiro comemorou um ano do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Apesar de ser um meio de pagamento relativamente novo, o Pix já é responsável por uma série de transformações no ecossistema brasileiro de transações.

Em apenas um ano de existência, o sistema instantâneo do BC já tem mais de 115 milhões de usuários ativos, que já fizeram mais de 7 bilhões de transações, segundo estatísticas divulgadas pelo BC

Essa popularidade toda do Pix não se dá ao acaso: esse sistema instantâneo trouxe uma nova dinâmica na hora de pagar e receber, com rapidez e conveniência nunca antes vivenciadas pela população brasileira.

Mas você sabe quais foram as transformações que o Banco Central proporcionou ao mercado durante esse primeiro ano de existência do Pix? Preparamos uma retrospectiva neste artigo e já deixamos alguns spoilers do que esperar do sistema de pagamentos instantâneos para 2022!

O que é e como funciona o Pix?

a foto mostra jovem mulher fazendo pagamento pelo sistema de pagamentos instantâneos representando um ano de Pix
Foto: Canva

O Pix foi desenvolvido pelo Banco Central com o objetivo de trazer mais velocidade e disponibilidade para as transações do mercado brasileiro de pagamentos e é exatamente o que ele tem proporcionado desde seu lançamento. 

Uma transação pelo Pix pode ser realizada 24 horas por dia, todos os dias da semana e do ano, o que inclui finais de semana e feriados. Mas o nome “sistema de pagamentos instantâneos” vem da capacidade que o Pix tem em fazer a compensação de transferências e pagamentos em até 10 segundos.

No sistema instantâneo do BC, as transações também são realizadas via QR Codes, que podem ser estáticos ou dinâmicos. A principal diferença entre eles está na quantidade de transações que cada tipo de código possibilita. 

Para fazer um Pix, é preciso ter uma conta, que não precisa necessariamente ser corrente, em uma fintech ou banco tradicional. Um ponto importante é que o processo de fazer um cadastro no Pix depende da criação das Chaves Pix, que são uma espécie de apelido que o Banco Central utiliza para identificar os dados transacionais dos usuários.

Na Juno você pode criar e gerenciar Chaves Pix nesses quatro formatos diferentes direto pelo App Juno. Confira o passo a passo de como criar a sua chave no nosso aplicativo no vídeo a seguir:

Leia também: Guia do Pix: tudo o que você precisa saber sobre o sistema de pagamentos do Banco Central

Os números do Pix em um ano de operação

Se até aqui você ainda não se convenceu de que o sistema do Banco Central tem transformado a forma de receber, pagar e transferir, vamos deixar que as estatísticas do sistema de pagamentos instantâneos do BC nesse primeiro ano de funcionamento falem por si só.

Usuários

  • Até outubro de 2021, o Banco Central registrou mais de 106 milhões de pessoas físicas como usuárias do Pix, o que  representa 61,4% da população.

Quantidade de Chaves Pix criadas

Segundo o Banco Central, até outubro de 2021 foram criadas 348.096.007 milhões de Chaves Pix. Entenda como ficou a quantidade de chaves criadas por cada tipo de usuário do sistema de pagamentos do BC:

  • CNPJ: 6.446.422 
  • CPF: 93.770.887
  • E-mail: 50.601.202
  • Celular: 76.110.587
  • Chave Aleatória: 121.166.909

Transações

  • Entre novembro de 2020 e outubro de 2021 foram registradas 7 bilhões de transações, que movimentaram mais de R$ 4 trilhões;
  • De acordo com o Banco Central, cerca de 7,9 milhões de empresas usam o Pix para receber pagamentos, o que representa cerca de 54,6% do total de negócios que possuem relacionamento com o Sistema Financeiro Nacional;
  • Em julho de 2021, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central ultrapassou as transações por TED, DOC, boleto e cartão de crédito.

Um ano de Pix: como foi a evolução do sistema instantâneo de pagamento

Apesar do pouco de existência no mercado de pagamentos, em um ano o Pix já mostrou a que veio. Para que você possa visualizar tudo que o sistema de pagamentos instantâneos do BC tem oferecido para os usuários brasileiros, preparamos uma retrospectiva do Pix:

Anúncio da marca Pix

Antes de se tornar uma realidade no mercado de pagamentos, o Banco Central anunciou o Pix como marca em fevereiro de 2020. Esse era o resultado do desenvolvimento de um sistema de pagamentos instantâneos no qual o BC já vinha trabalhando pelo menos desde 2018.

Com o nome definido, foram anunciados também seis atributos que fariam parte das características desse sistema:

  • Disponibilidade: as operações podem ser realizadas 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados;
  • Velocidade: o valor enviado deve chegar ao recebedor praticamente em tempo real;
  • Conveniência: a experiência de uso deve ser intuitiva;
  • Segurança: as transações devem ser baseadas na Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) e contar com tecnologias de proteção atuais;
  • Ambiente aberto: o Pix deve estar disponível não só a bancos, mas também a financeiras, cooperativas de crédito, fintechs e afins;
  • Multiplicidade de casos de uso: o sistema de pagamentos instantâneos deve permitir transferências de qualquer valor entre pessoas e/ou empresas, pagamentos em estabelecimentos físicos ou virtuais e recolhimento de impostos.

Cadastro de Chaves Pix

Um pouco mais de um mês antes do lançamento oficial do Pix, em 05 de outubro de 2020, o Banco Central liberou que todas as instituições financeiras autorizadas abrissem o processo de cadastro das Chaves Pix para os usuários. 

Essa foi uma estratégia do BC para garantir que, quando o sistema entrasse oficialmente em operação, o público previamente interessado, também chamado de early adopters, já pudessem usufruir do Pix sem complicações, além de permitir que as instituições financeiras realizassem testes de usabilidade com segurança.

Fase restrita de pagamentos pelo Pix

Entre os dias 03 e 15 de novembro de 2020, o Pix entrou em período chamado pelo Banco Central de soft opening. Durante essa fase, o sistema instantâneo com transações reais, mas para um número limitado de usuários.

Lançamento oficial do Pix

Em 16 de novembro de 2020, o Pix entrou oficialmente em operação no mercado de pagamentos.

Possibilidade de inclusão financeira da população desbancarizada

No seu primeiro mês de operação, em dezembro de 2020, o sistema de pagamentos instantâneos já se mostrou um instrumento de inclusão financeira, principalmente da população desbancarizada. De acordo com a Febraban, nesse primeiro mês de funcionamento, já haviam sido realizadas 92,5 milhões de operações com o Pix.

Pix Cobrança

Em maio de 2021 foi lançado o Pix Cobrança, uma ferramenta do Banco Central que possibilita incluir um QR Code Dinâmico no boleto. Esse lançamento foi uma virada de chave para donos de negócio, pois possibilita oferecer o boleto bancário como meio de pagamento, que é um dos preferidos do consumidor brasileiro, mas com a velocidade de compensação do Pix.

Primeiro recorde de transações

Segundo o Banco Central, às vésperas do Dia dos Pais, no dia 06 de agosto de 2021, o Pix registrou 40,46 milhões de transferências em 24 horas, com volume de transações de 24,8 bilhões de reais, totalizando uma média de 614 reais por transação. 

Esse total marcou a primeira vez que o sistema de pagamentos instantâneos do BC registrou mais de 40 milhões de transações em um único dia desde o seu lançamento.

Split de Pagamento Pix

Na segunda metade do mês de outubro de 2021, o Pix passou a ser um dos meios de pagamento disponíveis para a funcionalidade de split de pagamento. 

Até então, era possível fazer a divisão de recebíveis em vendas por cartão de crédito e boleto bancário, mas com a inclusão do Pix Cobrança nas possibilidades do split, a compensação dos pagamentos se torna instantânea mesmo em cenários que envolvam mais de um recebedor.

Pix Agendado

Em operação na Juno desde outubro de 2021, o Pix Agendado é uma funcionalidade que possibilita o agendamento de pagamentos pelo sistema instantâneo do Banco Central. 

Como acontece em todas as operações do sistema do BC, os pagamentos realizados por meio dessa funcionalidade também são liquidados em até 10 segundos. Isso significa que, na data agendada, o dinheiro sai da sua conta e vai para o recebedor nesse intervalo de tempo. É instantâneo de verdade!

Segundo recorde de transações

No dia 05 de novembro de 2021, o Banco Central registrou 50.045.289 de transações realizadas pelo Pix em 24 horas, marcando o segundo recorde de operações do sistema instantâneo do BC. 

Esse foi o primeiro dia que o Pix registrou mais de R$ 30 bilhões transferidos em uma única data.

Limite noturno no Pix

Em novembro de 2021, o Banco Central anunciou o limite noturno do Pix, que é um mecanismo de segurança desenvolvido para limitar a quantidade de valor que pode ser transferida por pessoas físicas entre as 20h e 6h (horário de Brasília). 

Durante essa faixa de horário, a pessoa física não consegue fazer transferências superiores a R$ 1.000,00 com o objetivo de evitar fraudes, roubos e sequestros, em que os valores exigidos costumam ser mais elevados.

Pix Saque e Pix Troco

A primeira novidade lançada após o aniversário de um ano do Pix foi o Pix Saque e Pix Troco, disponíveis no mercado a partir do dia 29 de novembro.

O Pix Saque possibilita que o usuário faça a retirada de recursos em espécie por meio, como o próprio meio sugere. Isso faz com que os lojistas possam atuar como caixas eletrônicos para o consumidor.

O Pix Troco, por sua vez, permite que o cliente pague um valor mais alto do que o preço final da compra para receber a diferença em dinheiro em espécie quando precisar. 

Esses dois tipos de transação acontecem por meio de Pix, da mesma forma que o usuário já está habituado no sistema de pagamentos instantâneos. Para o lojista, o principal benefício desse lançamento é a possibilidade de fazer o caixa girar e aumentar a possibilidade de vendas, pois em muitos casos o consumidor vai fazer uma compra no estabelecimento para receber dinheiro em espécie.

O futuro do Pix

foto mostra a representação de uma transação pelo Pix
Foto: Pixabay

Em um ano de mercado, o Pix teve um crescimento além do esperado até mesmo para os desenvolvedores do Banco Central, e não dá sinais de que irá desacelerar tão cedo. No dia do aniversário do sistema de pagamentos instantâneos, o João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, anunciou lançamentos do Pix para 2022:

Pix Offline

Ainda não existem definições oficiais de como será feito o processo, mas essa funcionalidade vai possibilitar que o usuário faça transações pelo sistema de pagamentos instantâneos mesmo que esteja sem conexão com a Internet.

Pix para transações internacionais

Essa funcionalidade ainda não tem uma data definida para 2022, mas o Banco Central já sinaliza a possibilidade de permitir transações internacionais e instantâneas por meio do seu sistema de pagamentos.

Débito automático no Pix

Funcionalidade prevista para 2022 que terá como objetivo facilitar pagamentos recorrentes por meio do Pix.

Pix Garantido

O Pix Garantido vai permitir que o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central seja utilizado para parcelar compras, tornando-se a primeira função de crédito do Pix.

Pix Aproximação

Essa funcionalidade vai fazer com que seja possível realizar transações pelo sistema de pagamentos instantâneos, aproximando o celular da maquininha de cartão, por exemplo, como hoje acontece com cartões de crédito e débito.

Esse primeiro ano de operação deixou a certeza de que o Pix veio mesmo para ficar, e que é um sistema pensado em todo mundo: para quem vende, para quem recebe e para quem quer movimentar o seu dinheiro de forma rápida e prática, na hora que precisar.

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