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Conheça as 9 principais causas de inadimplência no Brasil

Descubra agora mesmo quais as causas e porque mais 60 milhões de brasileiros estão inadimplentes, esse é o primeiro passo para prevenir que isso aconteça na sua empresa.

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Tempo de leitura: 4 minutos

Em março deste ano, o Serasa Experian anunciou o record histórico na índice de inadimplência no Brasil.

São 63 milhões de brasileiros com dívidas vencidas ou nome sujo, o que representa mais de 40% da população. Assustador né?

Essa é nossa realidade, mas não se preocupe. Pensando em como ajudar você a lidar com esse quadro, nós da Juno estamos lançando uma série de conteúdos sobre inadimplência e as formas de reduzi-la.

Serão 3 artigos preparados por especialistas em cobrança, com um único objetivo: reduzir o impacto desse quadro na sua empresa.

Agora vamos ao que interessa, quais são as principais causas da inadimplência no Brasil?

  1. Fatores Emocionais
  2. Má experiência durante a prestação dos serviços
  3. “Meu parente que comprou no meu nome”
  4. Redução na renda e no poder de compra
  5. Falta de controle e organização financeira
  6. Acúmulo de Parcelamentos
  7. Falta de educação financeira
  8. Desemprego
  9. Doenças e demais imprevistos

1. Fatores Emocionais

Claro que se formos comparar com as causas diretamente relacionadas, como a falta de educação financeira, desemprego, etc, essa causa está menos associada que os demais, porém não menos importante.

Sabemos que, quando uma pessoa passa por momentos de crise, há grandes chances de um hábito exacerbado de consumo ser iniciado.

É como se fosse uma válvula de escape, onde o indivíduo já não se importa mais tanto com as consequências das atitudes, busca apenas o prazer imediato.

Geralmente essa causa vem em conjunto com outras dessa lista, a inadimplência nunca é causada por um único motivo.

2. Má experiência durante a prestação dos serviços

Essa é outra causa de inadimplência pouco falada no meio financeiro.

Isso acontece porque temos a tendência de atribuir somente os fatores diretamente relacionados àquela situação.

Já ouviu aquela história de: “Tentei várias vezes cancelar o serviço, sempre fui mal atendido e nunca conseguia falar com alguém que resolvesse o problema. Também não vou pagar.”

Na Monest vivenciamos diariamente esse tipo de situação.

Houve um caso, inclusive, onde o cliente mandou um mega email, com umas duas páginas de texto, no qual ele iniciava agradecendo por todo o apoio durante o processo de pagamento de dívida, que tínhamos sido bastante educados, que havíamos solucionado a situação da melhor forma que poderia sido feita.

Porém, o restante do email estava recheado de demonstrações de insatisfação com a experiência durante o período em que estudou naquela instituição de ensino, para a qual estávamos cobrando.

Ou seja, muitas vezes o cliente usa a inadimplência como uma forma de externalizar sua insatisfação com o produto ou serviço, por isso a importância de sempre ouvir e entender seu cliente.

3. “Meu parente que comprou no meu nome”

Emprestar o cartão de crédito, fazer um crediário, emprestar o nome, enfim, todas essas práticas tem grandes chances de se tornar uma dívida em atraso.

Por que isso acontece?

Porque geralmente quem precisa desse tipo de ajuda, já se encontra negativado ou possui baixo score para liberação de crédito. Ou seja, isso já reflete outros comportamentos, que serão citados na sequência, causadores de dívidas em atraso.

4. Redução na renda e no poder de compra

Ainda que a inflação hoje esteja em baixíssimos níveis, temos que levar em consideração o período de 5 anos, que é o tempo de prescrição de uma dívida.

Se falarmos em 2015, a inflação média da época era de 9,01%, segundo o índice de preços do consumidor, o indicador mais confiável e utilizado pela maior parte dos países na medição de inadimplência.

Ou seja, se o salário não foi proporcionalmente aumentado, as famílias perderam quase 10% do poder de compra.

Se combinado com o fator de acúmulo de parcelamentos, essa causa é implacável no surgimento de novos inadimplentes.

5. Falta de controle e organização financeira

Poucas vezes o cliente considera todas as despesas recorrentes que possui.

Isso acontece porque aquilo que não é mensurado não pode ser controlado.

Aí o cliente passa a consumir com a seguinte lógica: “Ganho 2200, então 50 reais não vai fazer diferença.”

Aí que mora o perigo.

Na verdade se tivesse todas as contas organizadas e controladas, provavelmente saberia que desses 2200 reais sai a internet, o aluguel, os gastos com alimentação, transporte, etc.

Colocando na ponta do lápis, perceberia que desse valor, sobrariam apenas 300 ou 400 reais.

Será que os 50 reais não fariam diferença agora?

É esse tipo de análise que não é possível quando o cliente não se organiza.

6. Acúmulo de parcelamentos

“ah, só mais trintão por mês eu dou conta.”

Quem nunca, né? haha

Essa é uma causa que tem origem na falta de controle, o item anterior desta lista.

O problema é que de pouquinho em pouquinho, a margem de sobra no orçamento vai sendo espremida, aí qualquer imprevisto força o consumidor a optar por uma ou por outra conta.

Conteúdo relacionado: Cobrança de inadimplentes: o que e como fazer?

7. Falta de educação financeira

Aqui temos um problema crônico no Brasil.

Essa culpa todos nós carregamos, afinal o ensino tradicional das escolas simplesmente ignora essa questão.

Crescemos aprendendo muito sobre o mundo à nossa volta: geografia, química, física, matemática e acabamos deixando de lado aspectos importantíssimos como a gestão financeira pessoal.

Alguns com mais aptidão ou consciência, acabam buscando o conhecimento por conta própria, os demais acabam se refletindo no cenário atual com 40% dos brasileiros inadimplentes.

8. Desemprego

 A mais tradicional das causas.

É instintivo que as pessoas busquem mais segurança nesse momento extremamente desconfortável.

A primeira reação de quem passa pela perda de um emprego é retrair o consumo e passar a selecionar as contas que deve pagar, afinal nunca se sabe quando a recolocação vem, não é mesmo?

Em tempo de crescimento no desemprego no país, é comum a inadimplência acompanhar proporcionalmente.

9. Doenças e demais imprevistos

Com um sistema de saúde público sobrecarregado e o particular com altíssimo custo, é comum as pessoas serem pegas desprevenidas em casos de doenças, principalmente as mais graves.

Ainda que se tenha uma reserva de emergência, um tratamento de médio e longo prazo pode consumir todas as economias.

Logo essa é, infelizmente, uma das clássicas causas de inadimplência.

Gostou do conteúdo? Esperamos que sim, construímos essa série para ajudar os pequenos e médios empresários que sofrem com inadimplência, por isso fique ligado nos próximos textos da série escrita em parceria com a Monest.

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