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Os 10 principais erros de gestão financeira nas empresas

A gestão financeira é parte fundamental de qualquer negócio, mas existem erros cruciais que não devem ser cometidos. Confira as dicas da nossa parceira Celero de como evitar os principais erros de gestão financeira.

Por Celero
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Tempo de leitura: 7 minutos

A gestão financeira deve fazer parte da rotina de qualquer empresa, não importa o porte ou de qual segmento ela faz parte. Porém, cuidar do setor financeiro está longe de ser prioridade para muitos empreendedores.

Leia também: Glossário de finanças

É por isso que neste artigo, você vai conhecer uma lista com os principais erros de gestão financeira que os donos de empresas tendem a cometer. Vamos lá?

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O que é gestão financeira?

A gestão financeira nada mais é do que administrar despesas, rendimentos e receitas de um estabelecimento comercial, ou seja, de uma empresa.

No entanto, o maior problema é que a maioria dos donos de negócio não são formados em administração ou não têm nenhum conhecimento, mesmo que básico, sobre o assunto.

Os motivos para isso variam, mas a questão é que a maioria das pessoas não monta uma empresa pensando em finanças. Geralmente elas querem resolver algum problema, seja uma oportunidade de negócio que elas perceberam ou porque perderam o emprego e precisaram se virar.
E, por isso, a gestão financeira não é prioridade e os erros que vamos listar abaixo acabam acontecendo.

Os 10 principais erros de gestão financeira de uma empresa

Alguns dos principais erros de gestão financeira que vamos citar aqui podem ser óbvios para você, mas eles são bem comuns justamente por serem simples de executar e ninguém presta a devida atenção neles.

Então, vamos ver quais erros são esses.

1. Não separar contas pessoais das empresariais

Esse, definitivamente, é o erro mais fácil de encontrar por aí, principalmente se a empresa é pequena ou está começando.

É comum os donos de pequenos negócios acharem que porque eles estão começando, no final do mês vão conseguir identificar no extrato bancário quais foram os gastos pessoais e quais foram os gastos com a empresa.

Mas na prática não é bem isso que acontece já que muitas vezes o extrato bancário não mostra que determinado valor foi referente a um pagamento específico, a não ser que você escreva essa informação no ato do pagamento.

A dica para resolver esse problema é bem simples. A partir do momento que a empresa estiver legalizada, abra uma conta bancária com o CNPJ dela e, assim que o cartão da empresa chegar, passe a fazer compras referentes ao negócio nele.

O importante é não deixar essa situação persistir conforme a empresa vai crescendo se não, lá frente, você terá uma grande dor de cabeça para resolver.

2. Não ter controle de estoque

Essa é uma grande questão para varejistas e empresas que vendem produtos que são entregues na casa do cliente.

Ter controle sobre cada pedido de venda emitido é essencial para visualizar como anda o estoque, só assim você saberá quando repor algum item que já acabou, que está chegando ao fim ou quando será necessário comprar matéria-prima, caso a sua produção seja manual.

No entanto, esse problema surge quando o responsável pelo negócio não utiliza um sistema para fazer a gestão do estoque e prefere confiar nas anotações em um caderno. Mas, conforme a empresa vai crescendo, o controle do estoque dessa forma fica inviável.

Ter um sistema para auxiliar na gestão do estoque não ajuda apenas no controle dos produtos que estão sendo vendidos, mas também traz mais agilidade para você e a sua equipe, e o processo de vendas com certeza fica mais fácil e rápido.

Leia também: O que é SKU e como ele pode ajudar no seu estoque

3. Não registrar entradas e saídas

E por falar em saída de produtos, outro erro bem comum no setor financeiro das empresas é não registrar as entradas e saídas.

Como a maioria dos empreendedores não vem do mundo das finanças, os termos “entradas” e “saídas”, a princípio, não fazem sentido para eles. Se esse é o seu caso, eu vou explicar melhor.

As entradas estão relacionadas a tudo o que você vende, ou seja, é o resultado em dinheiro dos produtos ou serviços vendidos. Esse processo é chamado assim porque ele foi o responsável pela entrada de dinheiro na sua empresa.

Já as saídas são os pagamentos de contas, funcionários, compra de materiais e etc., ou seja, é tudo aquilo que causa a saída de dinheiro da sua empresa.

E é importante que você tenha os registros, de tudo o que entra e o que sai do seu negócio, para ter uma noção se você está tendo prejuízo ou lucro e para saber se as finanças estão equilibradas.

4. Não contar com um sistema de gestão financeira

Estamos na era da tecnologia, na qual tem aplicativo, site ou sistema para tudo que imaginarmos. E para as finanças empresariais e pessoais não é diferente.

Mas, mesmo assim, alguns empreendedores insistem em fazer o controle da gestão financeira empresarial em caderno. Sim, em pleno século 21 e muitas pessoas fazem o controle financeiro em caderninhos. Como estamos falando de empresas, ter um sistema mais sofisticado para o controle financeiro é a melhor opção.

De opções, você vai encontrar desde aplicativos até sistemas completos, com relatórios, gerenciamento de documentos e muito mais. Com o sistema para gestão financeira certo ao seu lado, fazer a gestão do setor ficará ainda mais fácil.

5. Não usar modelos de ferramentas

Em uma breve pesquisa no Google,  você vai encontrar diversos modelos de ferramentas em formato de planilhas do Excel prontos para você usar e adaptar conforme a rotina da sua empresa.

Só que muitas pessoas não usam esses modelos, seja por falta de conhecimento, por não pesquisarem no Google ou porque simplesmente não querem.

Mas, modelos prontos ajudam muito na organização dos números, pois toda planilha de Excel possui filtros que vão ajudar na hora que você precisa de uma informação específica ou quiser fazer comparações de um mês com o outro, por exemplo.

E não são apenas modelos prontos para a área de finanças que você encontra online. Quem é da área de Marketing utiliza muito esses modelos para organizar todas as suas estratégias de aquisição de novos clientes.

Então, se você nunca tinha pensado em usar modelos de ferramentas prontos, fica a dica.

6. Não analisar relatórios financeiros

Um bom motivo para você registrar os dados financeiros da sua empresa, é para que eles sejam analisados em relatórios posteriormente.

Analisar relatórios precisa se tornar um hábito dos responsáveis pelo setor financeiro do negócio. É por meio deles que é possível descobrir os pontos de melhoria.

Também é possível visualizar onde está havendo mais gastos do que o normal, para que se possa realizar cortes estratégicos e, assim, tomar alguma atitude para manter a saúde financeira estável.

A princípio, ler relatórios pode não ser uma tarefa fácil, mas com o tempo, conforme você vai entendendo o que cada número significa e onde impacta, os relatórios financeiros se tornam o melhor amigo do empreendedor.

7. Não ter organização tributária

O pagamento de impostos faz parte da rotina de todo brasileiro e se você é dono de uma empresa, o pagamento de tributos vem em dobro.

Existem tipos de impostos que é necessário pagar apenas pelo fato da empresa estar operando, tem outras cargas tributárias referentes aos funcionários e têm tributos embutidos no produto, mas esses você não precisa especificar nos seus registros já que eles fazem parte do preço do material.

E cada imposto que você precisa pagar deve ser listado com data de pagamento e o valor correspondente de cada um, então, a dica que deixamos é: coloque os impostos na sua planilha de gestão financeira para não esquecer que eles também fazem parte da rotina.

Assim você terá uma noção maior dos encargos que você precisa pagar e o melhor: não vai esquecer de nenhum deles.

8. Não ter um planejamento financeiro

Um dos erros mais comuns da gestão financeira empresarial, com certeza, é não ter um planejamento financeiro para o seu negócio.

No mundo ideal, todo negócio só deve começar a funcionar depois de ter um planejamento financeiro estruturado, mas sabemos que não é isso que acontece na prática.

O planejamento do ano deve ser iniciado sempre no último trimestre do ano anterior, e ele é importante porque os empresários conseguem reagir a imprevistos de forma assertiva, além de auxiliar na hora de correr riscos calculáveis.

Para criar o planejamento da sua empresa, você precisa conhecer muito bem o mercado onde você atua, definir metas globais, criar um plano de ação com objetivos bem claros, fazer um planejamento orçamentário anual e ter em mente alternativas caso alguma coisa não saia como planejado.

9. Não saber calcular o preço do produto/serviço

Definir o preço de um produto ou serviço não é apenas escolher um valor que cobre os custos da produção, existem cálculos que mostram qual é o jeito certo de precificar produtos e serviços.

Em primeiro lugar, não defina preço somente com base no mercado, nem sempre ele reflete a realidade para manter os custos de produção. Na verdade, o processo de precificação é separado em 4 partes. São elas:

  • Conhecer os gastos fixos e variáveis do seu negócio;
  • Saber o que é margem de contribuição;
  • Calcular o preço de vendas;
  • E encontrar o ponto de equilíbrio operacional da sua empresa

Os gastos fixos são as contas que você precisa pagar todo mês como, por exemplo, o pagamento de aluguel.

Assim como os gastos variáveis são gastos que não estavam previstos e têm relação mais com a parte administrativa da empresa.

Já a margem de contribuição é o que sobra do que se ganha com as vendas de um produto ou serviço depois da dedução dos devidos impostos, comissões e custos variáveis, ou seja, é o seu lucro.

O ponto de equilíbrio operacional mostra a margem de contribuição em relação ao quanto seu produto efetivamente custou (somando impostos, descontos e comissões) por quanto você vendeu.

A partir desses 4 pontos você já pode começar a definir preços que fazem sentido para a sua empresa, sem levar prejuízo. Para saber como fazer os cálculos é só ler este artigo aqui.

10. Não definir o pró-labore

Antes de tudo, é importante que você saiba que o pró-labore é o salário dos sócios, apesar de apresentar algumas diferenças em relação a um salário tradicional.

O pró-labore deve arcar com as necessidades básicas pessoais dos sócios como por exemplo, aluguel, luz, água, comida, escola dos filhos, etc.

Só que esse valor não deve ser aleatório, ele deve ser coerente com a realidade da empresa e cobrir as necessidades básicas dos sócios, sem considerar regalias e luxo antes da hora.

E por ser uma despesa da empresa, assim como os outros salários, esse número deve constar nos relatórios financeiros e planilhas.

Erro bônus: não usar a Celero

E por fim, vamos falar do erro de gestão financeira empresarial que a maioria dos empreendedores cometem sem perceber: não usar a plataforma da Celero.

Se você quer parar de cometer os principais erros de gestão financeira empresarial citados acima, agora é a hora e a Celero vai te ajudar já que ela é uma plataforma 100% online que vai se adaptar à rotina da sua empresa.

Sabe os pontos mencionados acima? Ler relatórios, usar ferramentas, fazer planejamento e todo o resto? Então, você pode eliminar todos esses erros do seu setor financeiro com a ajuda de apenas uma plataforma: a Celero.

Se você quer acabar de vez com os erros que fazem parte da rotina financeira da sua empresa, uma dica: entre em contato com especialistas financeiros da Celero. Você pode escolher o dia e horário que melhor se encaixa na sua agenda.

Eles vão falar com todos os detalhes como vão ajudar você a conquistar os seus objetivos.

Leia também: 5 dicas para a gestão financeira de pequenos negócios

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