O que o seu banco tradicional não te falou sobre o Pix?

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Por Tatiana Michaud
8 min de leitura
30/11/2020

O Pix veio para ficar! Depois de quase um mês de seu lançamento oficial, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Bacen é um sucesso nacional. Vem com a gente descobrir tudo que seu banco tradicional ainda não te contou sobre essa novidade.

Para escutar este conteúdo na íntegra, você só precisa dar o play! 😉

O Pix do Bacen ainda nem completou um mês de operação no país e já mostrou a que veio. O novo sistema de pagamentos instantâneos tem sido um sucesso nacional tanto entre pessoas físicas quanto jurídicas. 

Desde que foi anunciado pelo Banco Central, em fevereiro de 2020, a novidade já era esperada com grande expectativa pelo mercado de pagamentos brasileiro e, até o momento, a espera valeu a pena. Sua estreia oficial aconteceu no dia 16 de novembro de 2020 e, desde então, as operações bancárias ganharam uma nova velocidade e disponibilidade.

Caso você esteja chegando só agora no bloco do Pix, esse novo sistema possibilita transações 24 horas por dia, todos os dias da semana e do ano, o que inclui finais de semana e feriados. Além disso, a compensação dos pagamentos acontece em até 10 segundos. 

Não é à toa que tanto se falou e continue se falando sobre esse tal de Pix. Muito próximo do seu lançamento, o consumidor brasileiro passou a ser bombardeado por uma série de conteúdos sobre a novidade do BC, principalmente dos bancos tradicionais, pedindo o cadastramentos de Chaves Pix, por exemplo. 

Mas o que os bancos ainda não te contaram sobre o Pix? Neste artigo você confere tudo que há para saber sobre o novo sistema que veio para revolucionar os meios de pagamento do Brasil. Vem com a gente!

Pix imagem descritiva

Pix: o que é e para que serve

O Pix veio para virar o jogo em termos de velocidade e disponibilidade com que as operações bancárias acontecem no Brasil. “Com o Pix, a gente vai conseguir criar uma conectividade entre contas bancárias de diferentes bancos que vão poder se comunicar todo o tempo.”, conta Gabriel Falk, Product Manager da Juno. 

Isso tem um impacto financeiro enorme, principalmente quando olhamos para o cenário do varejo, por exemplo, pois ele aproxima o mundo das vendas físicas por meio de transações digitais que contam com compensação em poucos segundos. 

Vale lembrar que, apesar de não parecer, o Pix é sim dinheiro dentro do sistema financeiro. Ao contrário do que possa parecer, ele não é crédito concedido pelo banco ou algo do gênero, mas o Pix representa digitalmente o dinheiro que você tem como saldo disponível, ou seja, que pode transferir para qualquer pessoa ou estabelecimento, a qualquer momento. 

Em outras palavras, o Pix foi criado para ser uma transação financeira em tempo real e vem para competir diretamente com as tradicionais transferências bancárias conhecidas como TED e DOC, e também com a modalidade de pagamento de débito online. 

Leia também: Como mandar e receber dinheiro com o Pix?

“Quando vocês pensarem em Pix, aqui no Brasil pelo menos, pensem que ele vai impactar aplicativos bancários, principalmente em apps financeiros para você concluir uma transação.”, comenta Falk.

Pix imagem descritiva

Chaves Pix

Com transações bancárias muito mais baratas e realizadas de forma muito  mais rápida, o Pix veio para facilitar a vida tanto do consumidor final quanto de negócios. Na prática, todo mundo que possui uma conta corrente já pode utilizar o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central desde novembro de 2020. 

No novo sistema de pagamentos do Banco Central, as Chaves Pix são a forma de identificar endereços bancários. Por meio dessas chaves, o Bacen reconhece sua conta no banco e valida suas transações bancárias.

Mas o que são essas chaves e como isso funciona? São dados como telefone, e-mail ou CPF/CNPJ, que ficam vinculados aos seus dados bancários. Tudo isso fica registrado no DICT (Diretório de Contas Transacionais).

“A questão é, você consumidor, onde você prefere cadastrar o seu CPF, seu número de celular, o e-mail da sua escolha. Isso fica ao seu critério, é importante que seja uma escolha sua e o banco não deve dizer o que e onde cadastrar.”, esclarece Falk. 

Leia também: Tudo sobre as Chaves Pix

Por que criar uma chave?

É necessária a criação de pelo menos uma Chave Pix para gerar cobranças pelo novo sistema de pagamentos do Banco Central via QR Codes dinâmicos ou estáticos.

Se você criou uma chave e outra instituição de pagamentos ou banco e quer usar o Pix pela Juno, pode ficar tranquilo. Você só precisa pedir a portabilidade da sua Chave Pix! Essa é forma muito simples de migrar suas chaves de umas instituição financeira para outra

O pedido de portabilidade das chaves pode ser feito direto pelo seu app e a solicitação costuma acontecer em no máximo até 7 dias, e sua chave já vai estar vinculada à sua Conta Juno e você já vai poder utilizar o Pix para emitir cobranças!

“As pessoas ouvem a palavra portabilidade e já pensam nas telecoms, nas empresas de telefonia e acham que vai dar dor de cabeça. Fiquem tranquilos, a portabilidade do Pix vai ser muito mais simples e com muito menos dor de cabeça do que vocês estão acostumados.”, conta Falk.

QR Codes

QR Code Estático

É possível vincular suas informações bancárias nesse tipo de código bidimensional. Nesse sentido, é como se ele fosse um facilitador das suas informações transacionais. “É como se fosse um gateway, como se ele fosse um portal, como se ele fosse uma ponte pra gente fazer uma transferência bancária.”.

Para começar a entender a diferença entre os dois tipos de códigos existentes no Pix, é possível dizer que o QR Code estático tem um comportamento muito semelhante ao de uma transferência de fato. 

Isso porque ao gerar esse código, vamos pegar as informações da Chave Pix da pessoa ou estabelecimento que irá receber, que nada mais são do que informações transacionais, da mesma forma como acontece em transferências bancárias. 

Tudo isso vai ser traduzido para a imagem de um código QR que poderá ser lido por qualquer smartphone e então o pagamento será efetuado. 

O próprio Banco Central utiliza o exemplo do pipoqueiro para a utilização desse código como forma de recebimento: ele pode imprimir código com suas informações transacionais para três tamanhos diferentes de pacotes de pipoca (pequeno, médio e grande) e então disponibilizar no carrinho para que os clientes efetuem os pagamentos na mesma hora, com compensação em poucos segundos.

QR Code Dinâmico

A grande vantagem desse tipo de código está para o cenário de vendas. Além de você ter a Chave Pix de quem vai receber aquela transação, você também tem acesso a um link, que possibilita incluir informações como multa, juros, definir se aceitará o pagamento após a data de vencimento, etc., ou seja, o QR Code dinâmico tem um comportamento muito parecido com o de uma cobrança formal. 

Os valores nesse tipo de código já vão estar definidos. “Esse pagamento vai estar atrelado a uma prestação de serviço, a uma venda de produto, a uma venda de e-commerce e assim por diante.”, explica Falk. Na maioria dos casos, só será possível efetuar uma vez o pagamento de cada QR Code Dinâmico. 

Leia também: Pix: QR Code Estático X QR Code Dinâmico

Quer saber ainda mais sobre o que os bancos não contaram sobre o Pix? Dá o play nesse vídeo comandado pelo próprio Falk que fez parte da nossa Imersão Pix para negócios:

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