O que muda com o Pix, o novo sistema de pagamentos do Banco Central?

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Por Tatiana Michaud
7 min de leitura
12/01/2022

O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, entrou em operação oficialmente em novembro de 2020. Conheça tudo sobre o sistema que tem mudado a velocidade e disponibilidade de pagamentos e transferências no país!

Para escutar na íntegra este conteúdo sobre o que muda com a chegada do Pix, você só precisa dar o play! 😉

Divulgado pelo Banco Central em fevereiro de 2020, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do BC, que entrou oficialmente em operação em novembro do mesmo ano, tem dado o que falar. E não é pra menos: a novidade promete mudar a velocidade com que os pagamentos acontecem no Brasil. 

Com o Pix as transações bancárias passam a ser realizadas 24 horas por dia, todos os dias da semana e em todos os dias do ano. No entanto, os benefícios que o Pix oferece vão muito além de transações rápidas e disponibilidade de uso.

Leia também: Conheça o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central

Até a chegada do sistema de pagamentos instantâneos do BC, todos os pagamentos de contas eram efetuados com boleto, cartões de crédito e débito, transações e, em alguns casos, com dinheiro. As transferências bancárias, por sua vez, eram feitas por DOCs e TEDs. Todas essas operações financeiras podem gerar algum tipo de custo para os usuários e ainda levar mais de um dia para serem concluídas. 

Neste post, contamos um pouco mais sobre como o Pix tem mudado a rapidez e o formato dos meios de pagamento. Vem com a gente!

imagem mostra como o Pix vai funcionar

Afinal, o que muda com o Pix?

Além da velocidade e disponibilidade nunca vistas antes nas transações bancárias, o Pix também vai proporcionar muito mais praticidade na rotina dos clientes. Mas o que isso realmente significa? 

Desde novembro de 2020, o consumidor brasileiro já pode contar com o Pix do Banco Central, o que tem significado operações diretas entre todas as instituições financeiras participantes, utilizando o mesmo sistema de pagamentos.

Para ilustrar essa dinâmica diferente a partir do novo sistema do BC, a gente mostra como o Pix vai poder ser utilizado no dia a dia dos clientes:

imagem mostra casos de uso de como o Pix funciona

Desde o seu lançamento no mercado brasileiro de pagamentos, tem sido possível pagar por compras realizadas em lojas físicas, efetuar o pagamento de contas de consumo, como luz, água e telefone, por exemplo. Quem vende online também tem aderido ao sistema de pagamentos do BC, oferecendo mais agilidade nos processos de recebimento. 

Outro exemplo em que o Pix tem sido amplamente utilizado é para a realização de transferências para terceiros.

A melhor parte é que em todos esses cenários, o usuário precisa apenas de QR Code para realizar vários tipos de transação financeira pelo Pix.

O sistema de pagamentos do Banco Central também tem mudado a forma como o brasileiro paga por suas compras e movimenta o seu dinheiro. No seu primeiro ano de operação, o Pix já ultrapassou transações realizadas via cartão de crédito, boleto e em dinheiro. Além de reduzir etapas na experiência de pagamento, esse movimento também significa mais segurança para todos os usuários do sistema.

O próprio Banco Central afirma que o Pix é um sistema seguro e interoperável de pagamentos. Dentro dos argumentos sobre a segurança que pode oferecer está justamente a capacidade que o Pix tem em substituir dinheiro vivo em pagamentos realizados em lojas físicas, por exemplo. Isso significa que os usuários não precisariam mais andar com cédulas ou moedas, o que reduz chances de roubos e furtos.

Como o novo sistema vai funcionar?

Quando o BC garante que as transações bancárias do Pix são instantâneas, não é força de expressão: a partir do Pix, transferir valores e pagar contas são processos finalizados em apenas alguns segundos, no esquema 24/7/365. Isso elimina a necessidade dos consumidores em se programar para realizar transações financeiras em dias úteis e com horários limitados.

Mas para quem é possível transferir? 

  • P2P (de pessoa a pessoa);
  • P2B (de pessoa para empresas);
  • B2B (de empresa para empresa);
  • P2G (de pessoa para governo);
  • B2G (de empresa para governo);
  • G2P (de governo para pessoa);
  • G2B (de governo para empresa).

Como utilizar o Pix?

Para realizar as transações do sistema Pix, vai ser preciso que tanto quem envia o dinheiro quanto quem recebe tenha uma conta, não necessariamente corrente, em um banco, uma instituição de pagamento ou em uma fintech. 

Chaves de endereçamento

Chamadas de Chaves Pix, são responsáveis por identificar o endereço bancário de cada usuário do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Mas o que isso quer dizer? Essas chaves funcionam como uma espécie de apelido pelos quais o BC utiliza para reconhecer determinada conta em uma instituição financeira e validar transações deste usuário.

As Chaves Pix podem ser criadas a partir de dados pessoais como e-mail, CPF ou CNPJ, telefone. Também é possível criar uma chave do tipo aleatória, que vai gerar um código para esse utilizado exclusivamente em cada transação.

No Pix, as transações financeiras são realizadas a partir de QR Codes Estáticos e Dinâmicos. Entenda a diferença entre esses tipos de código:

QR Code estático 

O QR Code do tipo estático pode ser usado em mais de uma transação. Isso quer dizer que pode estar impresso e colado em uma barraquinha de pastel, com valores fixos de cada produto, que podem ser pagos pelo Pix com facilidade pelo consumidor. Outro exemplo de usabilidade desse tipo de código é o de dividir o valor de uma compra entre amigos, pelo mesmo QR Code. É justamente por isso que o Banco Central caracteriza o QR Code estático como um código ideal para compartilhamento. 

QR Code dinâmico 

O QR Code dinâmico, por outro lado, tem as características de uma cobrança mais formal, pois inclui mais informações sobre o produto ou serviço que está sendo vendido.  De um modo geral, esse tipo de QR Code está associado a um boleto e é utilizado para realizar pagamentos.

Quem pode operar com o sistema de pagamentos instantâneos?

O Pix entrou em operação oficialmente no dia 16 de novembro de 2020, e isso significa que, desde então, todos os bancos e fintechs com mais de 500 mil contas ativas se adequaram para poder oferecer esse tipo de serviço. 

Além da Juno fazer parte do time de fintechs com mais de 500 mil contas ativas, também fazemos parte de um outro time bem especial. Junto com outras 19 empresas no país todo, a Juno é autorizada e reconhecida como Instituição de Pagamentos pelo Banco Central! 

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