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O panorama dos meios de pagamento no Brasil

O universo empresarial se torna mais competitivo a cada ano e para garantir um lugar de destaque, os negócios precisam oferecer a maior quantidade possível de meios de pagamento para seus clientes. Saiba tudo sobre essa estratégia no panorama que preparamos para você!

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Tempo de leitura: 8 minutos

Para garantir o nível de competitividade no mercado e aumentar de forma gradual a conversão de vendas, uma empresa precisa acompanhar a demanda acelerada por inovações tecnológicas no segmento de meios de pagamento

Para que isso seja possível, é fundamental conhecer o que já está disponível e entender como diversificar na hora de oferecer formas de fechar uma venda para o consumidor.

A diversificação e inovação nas formas de pagamento precisam caminhar de forma simultânea, pois se no momento da compra o cliente não se sentir seguro com os meios disponíveis, pode abandonar o carrinho, a exemplo de uma loja virtual, ou então ir embora da sua loja física. Se esse cenário se repete em grande escala, isso pode implicar em prejuízos para o planejamento financeiro do negócio.

Leia também: Conheça os principais motivos de abandono de carrinho de compras

Nesse sentido, a melhor estratégia para garantir que o seu negócio se mantenha competitivo é conhecer as principais ofertas que existem para se fechar uma compra. Para isso, confira o panorama dos meios de pagamento no Brasil que preparamos especialmente para você. Vem!

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Mas afinal, o que são meios de pagamento?

Meios de pagamento, por definição, são os métodos que o consumidor escolhe para o fechamento de uma venda. Em outras palavras, é o recurso utilizado para efetivar uma troca financeira propriamente dita. 

Se formas de pagamento como dinheiro e carnê já são bem conhecidas do consumidor brasileiro, a internet trouxe cada vez mais novidades para a área. Por essa razão, é importante entender o conceito de três tipos de meios de pagamento online: adquirentes, subadquirentes e gateways de pagamento.

Adquirentes

As adquirentes são as ferramentas responsáveis por processar o pagamento tanto em um e-commerce quanto em lojas físicas, realizando a comunicação entre estabelecimentos comerciais, bandeiras de cartões e bancos emissores. 

Leia também: O que são as bandeiras de cartão de crédito?

Em lojas online, por exemplo, a adquirente desempenha seu papel a partir do momento em que o cliente insere os dados do seu cartão para realizar uma compra. 

A partir dessas informações, a adquirente entra em contato com as bandeiras que, por sua vez, verificam junto aos bancos emissores do cartão se o cliente possui limite para compras realizadas no cartão de crédito ou saldo no cartão de débito. Se estiver tudo certo com o saldo ou limite, a adquirente recebe a informação de que a transação foi aprovada e a compra é liberada.

Toda essa comunicação entre adquirentes, bandeiras e bancos emissores acontece em apenas alguns segundos, em um processo que passa despercebido pelo cliente.

Após a finalização da venda, o pagamento é feito à loja em até 31 dias e, em casos de parcelamento, o recebimento pode ser à vista,  por meio da antecipação de recebíveis ou de acordo com o pagamento das parcelas, o que depende do acordado com a adquirente ou com o intermediador de pagamentos. No caso de pagamento via débito, por exemplo, a transferência acontece na mesma hora.

As adquirentes cobram uma taxa por transação, que tem uma variação de 2% a 6%, dependendo da empresa, plano contratado e ainda da forma de pagamento escolhida pelo cliente. Compras parceladas, por exemplo, têm taxas mais altas, já vendas feitas à vista contam com taxas mais baratas.

Subadquirentes

Também chamadas de intermediadoras, as subadquirente são empresas facilitadoras que dispensam a filiação a um banco ou adquirente para receber pagamentos. Isso possibilita uma grande redução em processos burocráticos e custosos.

Dessa forma, a subadquirente é a intermediadora responsável pela aprovação dos pagamentos e pela segurança das transações bancárias realizadas. Sua principal função é transmitir os dados da transação à adquirente e liquidar os recebíveis junto aos lojistas.

A empresa subadquirente faz a comunicação com as adquirentes, com serviços antifraude, que garantem segurança nas operações financeiras e transações de dados do cliente, e a partir disso entrega para o seu negócio uma solução completa e descomplicada.

Outra vantagem que as subadquirentes têm em relação às adquirentes é a sua facilidade de implementação, o que reduz custo e tempo de integração de forma considerável. Todo o processo se torna menos burocrático, pois o credenciamento com a operadora de cartão já foi realizado anteriormente.  

Atualmente a Juno é a subadquirente das maiores adquirentes do Brasil, com uma solução completa para o seu e-commerce aumentar a conversão de vendas de forma descomplicada e longe de burocracias. 

Leia também: Adquirente e subadquirente: o que é e quais são as diferenças?

Gateways de pagamento

Os gateways representam o papel de processar o pagamento no momento do checkout, com o intuito de facilitar a interação das lojas com diversos meios de pagamento ao transmitir os dados fornecidos pelos lojistas. A comunicação do e-commerce com o gateway ocorre por meio de um webservice que é disponibilizado como API.

O consumidor insere os dados do cartão na plataforma da loja online e o gateway de pagamentos os transmite para a adquirente que se comunica com a bandeira responsável pelo contato com os bancos emissores para confirmar se existe saldo ou limite disponível.

Em outras palavras, é o gateway de pagamentos é responsável por conectar o e-commerce aos meios de pagamento. Isso significa que desempenha a mesma função da maquininha de cartão em uma loja física, dando um exemplo prático. 

Ao utilizar essa opção, o valor da venda vai diretamente para a conta da loja, o que é uma vantagem para o negócio. Sua desvantagem está no alto custo de implementação, pois exige a contratação de mais um serviço antifraude e de um conciliador de recebíveis, além do contrato com uma ou mais adquirentes, dependendo da variedade de bandeiras que a empresa pretende utilizar.

Leia também: Gateway de pagamento x intermediador de pagamentos

Quais são as formas de pagamento mais utilizadas no Brasil?

Boleto bancário

O boleto bancário é um dos meios de pagamento mais seguros do mercado. Desde 2018, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) determinou o fim do boleto sem registro. Dessa forma, ficou mais fácil proteger clientes de possíveis fraudes. 

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre Boleto Registrado

O boleto é uma opção muito popular entre os consumidores brasileiros, principalmente para a parcela da população que é desbancarizada, ou seja, aqueles que não possuem conta em um banco. 

Simples e prática, essa forma de pagamento pode ser efetuada em bancos, caixas eletrônicos, farmácias, lotéricas, Internet Banking e até mesmo por meio de um smartphone ou tablet. Além da versão tradicional impressa, existe ainda o boleto online, que pode ser pago por meio da linha digitável.

Uma das vantagens que o boleto oferece para que emite é possibilidade de acrescentar juros e multa no caso de vencimento da cobrança. No entanto, o lado desvantajoso dessa modalidade de pagamento é o risco de inadimplência ou desistência da compra.

Um levantamento feito também pela Febraban aponto que, no Brasil, são emitidos 3,6 bilhões de boletos todos anos. No mesmo estudo, a Federação Brasileira de Bancos aponta que cerca de 75% dos consumidores online do país preferem pagar suas contas e realizar compras por boleto bancário.

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Cartão de crédito

O cartão de crédito é considerado um dos principais meios de pagamento atualmente, principalmente entre o público mais jovem. Suas principais vantagens são a possibilidade de parcelamento da compra e a velocidade de confirmação de pagamento. 

Outro benefício que faz com que o cartão de crédito seja uma das formas preferidas também na hora de vender é a compensação automática do pagamento. Dessa forma, mesmo que o consumidor não efetue o pagamento da fatura, a empresa responsável pela bandeira repassa o valor ao lojista. No entanto, em muitos casos é possível que haja uma espera de até 30 dias para receber os repasses dos valores.

Dados levantados pela ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) apontam que o setor de cartões movimentou R$ 461 bilhões no primeiro semestre de 2019, o que representa um volume 18% maior do que o mesmo período em 2018. 

Desse total, R$ 291,6 bilhões foram contabilizados em vendas de cartão de crédito, R$ 163,9 bilhões no débito e R$ 5,4 em cartões pré-pagos. Em termos de quantidade de transações, todas as modalidades de cartão juntas registraram mais de R$15,9 bilhões, um crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período em 2018.

O brasileiro não apenas aumentou o gasto geral com cartão de crédito, mas também o número de transações. Em 2018, foram aproximadamente 18,8 bilhões de compras, valor que equivale a aproximadamente 35,8 mil transações por minuto. De acordo com Abecs, se considerar a população economicamente ativa, cada pessoa fez pelo menos 180 transações com cartões.

Carnê

De forma simples, o carnê é um conjunto de boletos emitidos para pagamentos de vendas parceladas. Esse meio de pagamento é muito utilizado por empresas que prestam serviços recorrentes, escolas e faculdades, condomínios, academias, etc.

Nesse sentido, o carnê se mostra uma forma de pagamento que auxilia o empreendedor na manutenção de uma renda mensal fixa.

Assim como no boleto, também é possível acrescentar juros e multa. Outra vantagem é possibilitar ao cliente o parcelamento de valores altos, divididos entre o número de meses correspondentes. A desvantagem do carnê é o risco de inadimplência,  além de sua emissão depender de uma análise de crédito.

QR Code

A sigla QR Code, que já faz cada vez mais parte do dia a dia do consumidor brasileiro, tem origem na expressão em inglês Quick Response Code, e na prática é um um código de barras bidimensional. Diferente do tradicional código de barras, que possui informações apenas na horizontal, o código QR disponibiliza dados também na vertical. 

Esses códigos podem ser lidos por smartphones, desde que o modelo tenha uma câmera funcionando e esteja conectado à internet. Alguns modelos de telefone precisam de aplicativos específicos para fazer a leitura dos QR Codes. 

Por ser um código visual que permite a fácil leitura por meio de um telefone celular, os QR Codes podem estar em formato digital, físico, em um dispositivo ou ainda impresso. 

Uma das principais vantagens que esse tipo de código oferece é levar o usuário diretamente a promoções, sites e até mesmo a áreas de checkout para efetuar pagamentos. Isso quer dizer que o QR Code elimina a necessidade de inserção de endereços em navegadores de smartphones, por exemplo.

Leia também: Como vender mais usando Código QR?

Usar o QR Code é tão simples quanto parece: o usuário precisa apenas apontar a câmera do seu smartphone para o QR Code, que pode estar em um site, revista, folder e até mesmo na tela de outro dispositivo móvel. 

Nesse cenário, os pagamentos via QR Code têm se popularizado cada vez mais. A lógica funciona da mesma forma: o consumidor pode escanear um boleto bancário ou ainda apontar o leitor do seu smartphone direto para a maquininha de cartão. 

Esse tipo de código facilita os pagamentos tanto para quem vende quanto para consome, pois torna as transações menos complicadas, sem que o cliente precise andar com dinheiro em espécie ou mesmo cartões. 

Os QR Codes oferecem muita praticidade para a conversão de vendas em lojas físicas, sendo uma maneira segura e ágil de cobrar os clientes. 

Esse tipo de código, quando utilizado no PDV (Ponto de Venda), torna o processo da venda descomplicado e abre um leque de possibilidades comerciais para o lojista.

Aumente suas vendas com a Juno

A Juno é uma plataforma que vai ajudar você a cuidar da saúde financeira do seu negócio. Você pode emitir e receber cobranças por boleto, cartão de crédito e carnê, gerenciar clientes e ainda pagar suas contas com o dinheiro que receber.

Venda por cartão de crédito com as menores taxas do mercado, sem custo de adesão ou de integração. Além disso, você só paga taxa quando recebe o pagamento e quando transfere os valores para a sua conta bancária.

Com a Juno, você também pode realizar vendas por links de pagamento, além de utilizar o PicPay para emitir cobranças via QR Code. Em breve estaremos com o novo  sistema instantâneo de pagamentos do Banco Central, o Pix, disponível em nossa plataforma. O que promete mudar a maneira como são realizadas as transações financeiras no Brasil inteiro! A gente tá ansioso por aqui e você? ;D

Leia também: Conheça o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central

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