Guia do Pix: tudo o que você precisa saber sobre o sistema de pagamentos do Banco Central

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Por Tatiana Michaud
24 min de leitura
27/09/2021

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, mudou completamente o cenário do mercado de meios de pagamento do Brasil. Mas você sabe tudo que é possível fazer com o Pix? Confira neste guia que preparamos para você!

Desde seu lançamento, em novembro de 2020, o Pix já é um forte candidato para se tornar um dos principais meios de pagamento tanto entre os consumidores quanto para os lojistas brasileiros. Isso porque a instantaneidade que o sistema de pagamentos do Banco Central consegue oferecer, é um conceito que já vinha se tornando cada vez mais essencial no mercado de meios de pagamento.

Esse cenário já era observado na rapidez de confirmação de compra que o cartão de crédito, um dos queridinhos do consumidor brasileiro, entrega. No entanto, um formato como o cartão ainda era limitado em alguns aspectos, como por exemplo, compensação e transferências bancárias entre os usuários.

O Pix entrou em cena para mudar o jogo em todas as frentes quando o assunto é pagar, receber e transferir dinheiro. Mas você sabe de fato o que é o Pix do Banco Central e tudo que é possível fazer com esse sistema de pagamentos?  Descubra tudo sobre o meio instantâneo de pagamentos neste guia do Pix que preparamos para você!

O que é Pix?

Anunciado em fevereiro do ano passado pelo Banco Central, o Pix entrou oficialmente em operação em 16 de novembro de 2020.  

Com a proposta de oferecer um formato de pagamento com compensação em poucos segundos e uma disponibilidade nunca vista antes no Brasil, o Pix do BC veio para trazer mais rapidez na hora de pagar e também receber. Mas o que é tão diferente assim nesse sistema de pagamentos?

Antes da chegada do Pix, os meios de pagamento existentes eram os já muito conhecidos do público: boleto bancário, cartão de crédito e débito, e até mesmo transferências bancárias, em alguns casos.  

A proposta do Banco Central com o seu sistema de pagamentos instantâneos era o de oferecer justamente um formato completo, que pudesse suprir necessidades de mercado tanto do consumidor quanto do lojista. 

E foi exatamente assim que o Pix chegou no mercado de meios de pagamento: suas transações bancárias podem ser realizadas em qualquer dia do ano, o que inclui finais de semana e também feriados, além de terem uma disponibilidade de 24 horas por dia. 

Isso significa que é possível fazer transferências bancárias via Pix às 23h de um sábado, que elas irão cair na conta de destino em poucos segundos. 

O mesmo vale para o momento de efetuar um pagamento em uma loja online, por exemplo, 2h da manhã no meio de um feriado: o pedido vai ser confirmado naquele mesmo momento e o lojista vai receber por aquela compra também de forma instantânea.

Características do Pix

  • Rapidez: transações concluídas em poucos segundos, recursos disponíveis para o recebedor em tempo real;
  • Disponibilidade: 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive feriados;
  • Facilidade: experiência facilitada para o usuário;
  • Preços mais acessíveis: gratuito para pessoa física pagadora e baixo custo para os demais casos;
  • Segurança: robustez de mecanismos e medidas para garantir a segurança das transações;
  • Sistema aberto: estrutura ampla de participação, possibilitando pagamentos entre instituições distintas;
  • Versatilidade: instrumento multiproposta, que pode ser usado para pagamentos independentes de tipo e valor da transação, entre pessoas, empresas e governo;
  • Sistema integrado: informações importantes para conciliação poderão cursar junto com a ordem de pagamento, facilitando a automação de processos e a conciliação dos pagamentos.

*Fonte: Banco Central.

Qual o objetivo do Pix?

O principal objetivo do Pix sempre foi o de tornar possível a tecnologia de pagamentos instantâneos no país – esse formato já existia em países como a China, por exemplo, que também funcionam por meio de QR Codes, e rodam nos chamados superaplicaivos. 

Isso trouxe para o Brasil muito mais agilidade na hora de realizar pagamentos e fazer transferências. Por conta dos custos mais baixos que o Pix oferece, outra grande meta que esse sistema também se propõe é a da inclusão financeira da população.

Para o lado de quem tem empresa, o Pix garante a criação de novos modelos de negócios, o que possibilita o aumento da competitividade de mercado.

Como fazer cadastro no Pix?

Ainda que o Pix seja do Banco Central, para utilizar esse sistema de pagamentos instantâneos você conta com instituições financeiras autorizadas pelo próprio BC, como é o caso da Juno

Nesse sentido, para realizar transações via Pix, é preciso que o usuário tenha uma conta, que não precisa ser corrente, em um banco tradicional ou uma fintech. Todo o processo de criar um cadastro no Pix gira em torno das chamadas Chaves Pix, que nada mais são do que uma forma do BC de identificar seus dados transacionais. Como esse é um guia do Pix, vamos explicar exatamente o que elas são:

O que são Chaves Pix?

De uma forma bem descomplicada, uma Chave Pix funciona como um apelido que serve para identificar determinada conta no Banco Central. Em outras palavras, cada chave é um endereço único que possibilita transações via Pix entre pessoas e empresas. 

Uma das grandes mudanças que aconteceu desde a chegada do Pix no mercado de pagamentos foi justamente que, até então, para fazer qualquer transação financeira, era necessário passar uma bateria de dados bancários como nome completo, CPF ou CNPJ, número da agência e conta, e também o tipo da operação. 

A partir das Chaves Pix, todo esse processo ficou para trás! Para receber e realizar operações via Pix é apenas necessário informar essa chave de identificação e, em até 10 segundos, já vai estar tudo concluído. 

É possível criar uma Chave Pix a partir dos seguintes dados:

  • CPF ou CNPJ;
  • E-mail;
  • Número de telefone;
  • Chave aleatória – um código para utilização única, que contém 32 caracteres.

Como criar uma Chave Pix?

Na Juno, você pode criar sua Chave Pix de quatro formas diferentes e todas pelo seu App Juno:

Chave Pix tipo CPF ou CNPJ

  • Selecione a opção Pix no seu App Juno;
  • Na seção Minhas Chaves, escolha o ícone em formato de chave;
  • Então escolha a opção CPF/CNPJ;
  • Preencha seu CNPJ ou CPF e selecione Confirmar;
  • Não deixe de confirmar os dados da sua conta;
  • Nessa etapa, o Token Juno vai validar a sua solicitação de forma automática;
  • Pronto! Sua Chave Pix do tipo CPF/CNPJ foi cadastrada com sucesso!

Chave Pix tipo e-mail

  • Selecione a opção Pix no seu App Juno;
  • Na seção Minhas Chaves, escolha o ícone em formato de chave;
  • Então escolha a opção E-mail;
  • Preencha seu e-mail e selecione Confirmar;
  • Não deixe de confirmar os dados da sua conta;
  • Você vai receber um código de validação nesse mesmo endereço de e-mail. Você só precisa digitá-lo no seu App Juno;
  • Nessa etapa, o Token Juno vai validar a sua solicitação de forma automática;
  • Pronto! Sua Chave Pix do tipo e-mail foi cadastrada com sucesso!

Chave Pix tipo número de celular

  • Selecione a opção Pix no seu App Juno;
  • Na seção Minhas Chaves, escolha o ícone em formato de chave;
  • Então escolha a opção Celular;
  • Preencha seu número, com DDD, e selecione Confirmar;
  • Você vai receber um SMS com um código de validação no mesmo telefone que acabou de registrar. Você só precisa digitá-lo no seu App Juno. Caso não tenha recebido, selecione a opção Reenviar código por SMS;
  • Não deixe de confirmar os dados da sua conta;
  • Nessa etapa, o Token Juno vai validar a sua solicitação de forma automática;
  • Pronto! Sua Chave Pix do tipo celular foi cadastrada com sucesso!

Chave Pix tipo aleatória

  • Selecione a opção Pix no seu App Juno;
  • Na seção Minhas Chaves, escolha o ícone em formato de chave;
  • Escolha a opção Chave Aleatória e então Confirmar;
  • Não deixe de confirmar os dados da sua conta;
  • Nessa etapa, o Token Juno vai validar a sua solicitação de forma automática;
  • Pronto! Sua Chave Pix aleatória foi cadastrada com sucesso!

Para facilitar ainda mais a sua consulta neste guia do Pix, preparamos um vídeo de como criar a sua primeira Chave Pix na Juno, confira:

TED e DOC: quais as diferenças entre os tipos de pagamento?

Até o lançamento do Pix, as transferências bancárias eram realizadas principalmente por meio de TEDs e DOCs. Desde a chegada do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, o cenário das operações bancárias mudou completamente. 

Para entender melhor essas mudanças, é fundamental compreender como funcionava antes do Pix se tornar uma realidade no mercado brasileiro de meios de pagamento.

O que é TED?

TED sigla para Transferência Eletrônica Disponível, existe no mercado de meios de pagamento desde 2002, e assim como Pix, foi criada pelo Banco Central. 

De forma simples, TED é um tipo de transferência bancária em que os valores ficam disponíveis no mesmo dia – desde que tenha sido realizada antes das 17 horas da data em questão. Caso tenha sido feita depois desse horário, o valor só vai cair na conta destinada no próximo dia útil. 

Ainda que as transações via TED aconteçam no mesmo dia em que foram realizadas – contanto que sejam feitas em dias úteis – uma Transferência Eletrônica Disponível pode levar até 90 minutos para ser concluída, por padrão.

Uma outra questão importante a ser levada em consideração na hora de fazer uma TED, é que até 2016, esse tipo de transferência possuía um valor mínimo de R$ 500. Desde então, o Banco Central retirou essa exigência e, atualmente, não existe valor mínimo estabelecido para realizar uma TED. 

Em bancos tradicionais, por exemplo, uma TED pode custar entre R$ 8,00 e R$ 16,00. Um outro ponto negativo desse tipo de transferência é que, depois de realizada, não tem como ser cancelada.

O que é DOC?

O Documento de Ordem de Crédito, por sua vez, é o nome completo da sigla que a maioria dos brasileiros conhece como DOC. Também criada pelo BC, esse é um tipo de transferência em que a operação bancária é finalizada sempre somente no próximo dia útil

Assim como em operações realizadas via TED, o DOC também tem uma limitação de horário. A transferência vai ser creditada na conta de destino no próximo dia útil apenas se a operação bancária foi feita até as 22 horas do dia anterior. Isso quer dizer que se uma transferência for realizada às 23h de uma quarta-feira, por exemplo, o valor só vai cair na conta na sexta-feira seguinte.

O DOC também não possui um valor mínimo para transações, mas diferente do TED, esse tipo de transferência conta com um valor máximo de R$ 4.999,99. A vantagem do DOC é que dá pra cancelar a transferência se você for até o banco.

Leia também: Pix, TED e DOC: quais as diferenças entre os tipos de transferências?

Como fazer transações por Pix

No Pix, as transações bancárias são feitas por meio de QR Codes Estáticos e Dinâmicos. Esses dois tipos de código funcionam como uma ferramenta de cobrança, e a grande diferença entre eles está na quantidade de transações que cada QR Code possibilita.

QR Code estático

O QR Code estático pode ser usado em mais de uma transação bancária, o que quer dizer que esse tipo de código pode estar impresso no PDV (Ponto de Venda), ou ser utilizado para dividir o valor de uma pizza entre amigos, por exemplo.

Em outras palavras, ele é o tipo de QR Code ideal para compartilhar, com completa segurança, dados bancários para realizar transferências e efetuar pagamentos.

De acordo com o próprio Banco Central, o QR Code estático possibilita:

  • Que o recebedor determine um valor fixo para um produto ou serviço;
  • A inserção de um valor pelo pagador.

Nesse sentido, esse tipo de QR Code funciona mais ou menos como uma etiqueta de preço, com um valor único, que pode ser utilizado para cobrar várias pessoas. Por sua flexibilidade, a recomendação do BC é que ele seja utilizado por donos de pequenos negócios, prestadores de serviços e também por pessoas físicas.

QR Code dinâmico

Diferente do QR Code estático, esse tipo de código tem exclusividade em cada transação – o que faz com que ele desempenhe a função de uma cobrança mais formal, e de um modo geral, associada a um boleto. 

Outro fator que o difere do QR Code estático é que nesse tipo de código é que, segundo o BC, essa alternativa facilita a conciliação e a automação comercial.

O QR Code dinâmico é um tipo de código muito utilizado para realizar pagamentos ou cobranças em e-commerces, por exemplo. 

Leia também: Como gerar o seu QR Code Pix na Juno?

Quando o Pix pode ser cobrado?

Desde que foi anunciado pelo Banco Central, o Pix tem a proposta de ser um meio de pagamento com um custo mais baixo em comparação com aqueles que já existem no mercado. Isso não quer dizer que não exista a cobrança de tarifas por operações realizadas via Pix em alguns casos. 

Para pagar e transferir por meio da leitura de um QR Code estático, pessoa física, MEI, EIRELI, EI, LTDA/S.A não têm custo. Para fazer uma transferência usando inserção manual ou Chave Pix, apenas LTDA/S.A pagam tarifa.

Para vender e receber por QR Code estático, pessoa física, MEI, EIRELI, EI, LTDA/S.A também não têm custo. Para receber por boleto com QR Code dinâmico (Pix Cobrança) e receber via QR Code dinâmico, todos os usuários pagam tarifa.

Quais as vantagens de usar Pix?

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O Pix tem rapidamente se tornado um dos meios de pagamento mais populares entre os consumidores brasileiros desde o seu lançamento. 

É exatamente esse cenário que os dados apresentados pelo Banco Central comprovam. Até maio de 2021,  foram realizadas 649,1 milhões de transferências pelo Pix, em comparação com 342 milhões de cobranças via boleto bancário, 126 milhões de transferências tradicionais e 18 milhões de emissões de cheques.

Esse crescimento impressionante antes mesmo do Pix completar um ano mostra que suas vantagens vão muito além de apenas oferecer um sistema muito mais ágil e maior disponibilidade para os usuários. Separamos neste guia do Pix as principais vantagens do sistema de pagamentos instantâneos do BC:

Pagadores

  • Rapidez, segurança e baixo custo;
  • Agilidade (possibilidade de utilizar a lista de contatos do celular ou de QR Code para iniciar pagamentos); 
  • Praticidade (só é necessário o dispositivo digital para realizar o pagamento, dispensando o uso de cartão, folha de cheque, maquininha, etc.);
  • Possibilidade de integração a outros serviços no smartphone.

Recebedores

  • Baixo custo de aceitação;
  • Disponibilização imediata dos recursos, o que tende a reduzir a necessidade de crédito;
  • Facilidade de automatização e conciliação de pagamentos; 
  • Facilidade e rapidez de checkout (não precisa de POS para passar o instrumento de pagamento ou de um caixa para dar troco).

Ecossistema

  • Eletronização dos meios de pagamento (consequentemente melhor controle de LD/FT e redução do uso de dinheiro em espécie, que são recursos mais custosos);
  • Competição entre meios de pagamento (tende a gerar serviços com maior qualidade e menor custo);
  • Estímulo à entrada de fintechs e big techs;
  • Grande potencial de inclusão financeira (custos menores de iniciação e de aceitação, e ambiente com mais agentes ofertantes);
  • Ambiente seguro.

*Fonte: Banco Central

FAQ: perguntas e respostas sobre Pix

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Ainda que o Pix seja um sistema de pagamentos muito intuitivo, ele não deixou de ser uma novidade no mercado de meios de pagamento brasileiro, o que significa que os usuários podem ficar com algumas dúvidas em relação ao seu funcionamento.

Para não te deixar com nenhuma pergunta sem resposta, separamos as principais dúvidas em relação ao sistema de pagamentos do Banco Central neste guia do Pix:

O Pix é seguro?

O próprio Banco Central afirma que fazer uma transação via Pix é tão seguro quanto fazer uma TED ou um DOC. Isso porque o sistema foi inteiramente criado pelo BC, e possui uma série de camadas de segurança, autenticação e criptografia

Outro ponto que joga em muito em favor das questões de segurança das operações do Pix, são os fatores de autenticação que os aplicativos das instituições financeiras oferecem, como senha e biometria, por exemplo, além dos dispositivos de segurança como tokens, que validam as transações.

A Chave Pix também é segura, mas vale lembrar que ela funciona apenas como um apelido para a sua conta, então na prática ela é um dado de identificação bancário. Isso significa que mantê-la segura é responsabilidade do usuário, ou seja, se os aplicativos das instituições financeiras estão seguros e com dispositivos multifator de autenticação, não há perigo nas transações.

É obrigatório ter Pix?

Não existe obrigatoriedade nenhuma em ter ou utilizar o Pix. O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central surgiu como uma nova opção para pagar, receber e transferir dinheiro de forma mais rápida e fácil. No entanto, se o usuário está satisfeito com as modalidades de pagamento que já utilizava anteriormente, não há necessidade em aderir ao novo sistema. 

Quem não tem Chave Pix também consegue receber transferências pelo sistema instantâneo. Quem for transferir só precisa dos dados bancários do destinatário e escolher a opção de transferência via Pix na hora de enviar o dinheiro.

Preciso baixar um aplicativo para usar o Pix?

Não precisa se preocupar em baixar nenhum aplicativo a mais no seu smartphone. As próprias instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central a operar com o Pix, como a Juno, já disponibilizam o sistema de pagamentos instantâneos em seus apps – isso vale tanto para transferir dinheiro pelo Pix quanto para receber pagamentos e criar cobranças por esse sistema também.

Quem tem conta poupança pode ter uma Chave Pix?

Para poder fazer transações com o Pix, o usuário deve ter uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamentos pré-paga.

É possível agendar um Pix?

Sim, desde que o sistema foi lançado, existe uma funcionalidade opcional às instituições financeiras participantes do Pix chamada Pix Agendado, que permite que os usuários agendem uma transação para uma data futura.

Como essa função não é obrigatória a todas as instituições financeiras, é comum não encontrar o recurso disponível em seus apps.

Tem limite de transação mensal no Pix?

Não existe um limite de transações mensais ou diárias pelo Pix. Em abril de 2021, o Banco Central determinou que as instituições financeiras participantes do Pix não limitassem a quantidade de transferências pelo sistema instantâneo de pagamentos. 

No entanto, é possível que existam algumas limitações relacionadas a valores movimentados via Pix em um mesmo dia, dependendo da fintech ou banco em que você possua uma conta.

Pix só funciona para quem tem conta em banco?

Não precisa ser um banco tradicional. Para enviar, receber ou cobrar via Pix é preciso apenas ter uma conta em uma das instituições financeiras participantes do Pix.

Posso fazer saques em estabelecimentos comerciais?

Ainda não, mas essa é uma novidade que já está no forno do Banco Central! Em agosto de 2021, o BC anunciou oficialmente duas novas modalidades do sistema instantâneo de pagamentos: o Pix Saque e o Pix Troco, que vão possibilitar exatamente o que os seus nomes sugerem. 

Ambas as novidades estão previstas para entrarem no mercado de meios de pagamento até o final de novembro de 2021.

Leia também: Pix Saque e Pix Troco começam em 29 de novembro; limite de R$ 500

Glossário do Pix

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Para fechar com chave de ouro este guia do Pix, preparamos um glossário com os principais termos relacionados ao sistema de pagamentos instantâneos do BC para você. Confira:

  • Banco Central: responsável por gerenciar a base única e centralizada de endereçamento, além da infraestrutura única de liquidação das transações, que funciona 24 horas por dia;
  • Ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro: ambiente formado pelo Pix, pelos prestadores de serviços de pagamento participantes do arranjo, pelo DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais) e pelo SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos), utilizado para a liquidação das transações realizadas entre diferentes instituições participantes do arranjo de maneira centralizada no Banco Central;
  • Chaves Pix: são a nova forma de identificar endereços bancários. Por meio dessas chaves, o Bacen reconhece sua conta no banco e valida suas transações bancárias. São dados como telefone, e-mail ou CPF/CNPJ, que ficam vinculados aos seus dados bancários. Tudo isso fica registrado no DICT;
  • QR Codes: é um código de barras bidimensional gerado por um usuário final, com a finalidade de facilitar a iniciação da transação de pagamento via Pix
  • QR Code estático: esse tipo de QR Code pode ser utilizado em mais de uma transação. Isso significa que pode estar impresso no PDV (Ponto de Venda) ou ser utilizado para dividir o valor de uma pizza entre amigos, por exemplo. Em outras palavras, ele é o tipo de código ideal para compartilhar, com segurança, dados bancários para realizar transferências;
  • QR Code dinâmico: desempenha a função de uma cobrança mais formal, de um modo geral associada a vendas. É o tipo de código que vai ser muito utilizado para realizar pagamentos ou cobranças em e-commerces, por exemplo;
  • DICT: o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais, mais conhecido por sua sigla DICT, é o componente do Pix que armazena as informações dos usuários recebedores e das respectivas contas transacionais, que podem ser localizadas por meio das Chaves Pix;
  • SPI: o Sistema de Pagamentos Instantâneos é a infraestrutura centralizada e única de liquidação bruta, que funciona em tempo real, do ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro;
  • Liquidante no SPI: participante direto que presta serviço de liquidação a um participante indireto. Em um pagamento, pode atuar como participante direto recebedor ou como participante direto pagador, dependendo do caso;
  • SFN: o Sistema Financeiro Nacional é formado por um conjunto de entidades e instituições que promovem a intermediação financeira, ou seja, o encontro entre credores e tomadores de recursos. É por meio desse sistema financeiro que as pessoas, as empresas e o governo circulam a maior parte dos seus ativos, pagam suas dívidas e realizam seus investimentos;
  • Conta de Pagamentos Instantâneos: conta mantida no Banco Central de titularidade de um participante direto, que é utilizada para fins de liquidação de pagamentos instantâneos. Ela é regulamentada pela Circular Bacen nº 4.027, de 12 de junho de 2020;
  • Conta transacional: conta mantida por um usuário final em um prestador de serviços de pagamento e utilizada para fins de pagamento ou de recebimento de um pagamento instantâneo. Pode ser uma conta de depósitos à vista, também conhecida como conta corrente, de depósitos de poupança, de pagamento pré-paga ou até mesmo uma carteira digital, disponibilizada por diversas instituições;
  • Provedor de Serviços de Tecnologia da Informação: entidade autorizada pelo Comitê Gestor a prestar serviços de processamento de dados, para fins de acesso à RSFN, a instituições financeiras e a demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, por meio de centros de serviços de informática compartilhados, nos termos do Capítulo VII da Circular nº 3.629, de 19 de fevereiro de 2013;
  • Instituição de Pagamento: pessoa jurídica que viabiliza serviços de compra e venda e de movimentação de recursos, no âmbito de um arranjo de pagamento, sem a possibilidade de conceder empréstimos e financiamentos a seus clientes, de acordo com a definição do próprio Banco Central. Junto com outras 24 empresas no país todo, a Juno é autorizada e reconhecida como Instituição de Pagamentos pelo Banco Central! 
  • Liquidante especial: instituições que têm como finalidade prestar serviço de liquidação para outros participantes sem ofertar envio ou recebimento de um Pix para usuários finais. Isso significa que essa modalidade é responsável por operar com o Pix, garantindo tecnologia e conexão, sem nenhum contato direto com os clientes finais;
  • Participante direto: são as  Instituições de Pagamento autorizadas a operar pelo Banco Central. No sistema de pagamentos instantâneos do BC, o participante direto oferece uma conta transacional para o usuário final e que, para fins de liquidação, é o titular da conta;
  • Participante indireto: instituição que também oferece uma conta transacional para o usuário, mas que não é titular da conta de Pagamentos Instantâneos no Banco Central nem possui uma conexão direta com o SPI. Esse tipo de participante utiliza os serviços de um liquidante no SPI com o objetivo de liquidar pagamentos instantâneos;
  • Pagador: usuário que vai realizar os pagamentos pelo SPI junto às instituições credenciadas pelo Pix;
  • PSP do pagador: PSP no qual o usuário pagador detém a conta transacional que será debitada para a realização de um pagamento instantâneo; 
  • Recebedor: é a outra ponta no fluxo das transações realizadas pelo Pix é justamente quem recebe os pagamentos instantâneos;
  • PSP do recebedor: PSP no qual o usuário recebedor detém a conta transacional que será creditada no caso de um pagamento instantâneo pelo Pix;
  • Inserção manual dos dados: processo pelo qual o usuário pagador insere manualmente os dados de identificação do usuário recebedor e da sua respectiva conta transacional para iniciar uma transação de pagamento instantâneo; 
  • Timeout: significa passar do limite de tempo, determinado pelo gestor do sistema, o que causa a rejeição de uma transação de pagamento instantâneo;
  • Usuário final: pessoa natural,  jurídica ou ente governamental que utiliza um serviço de pagamento instantâneo, como pagador ou recebedor;
  • Usuário pagador: usuário final que, no processamento da transação de pagamento instantâneo, tem a sua conta transacional debitada;
  • Usuário recebedor: usuário final que tem a sua conta transacional creditada no processamento da transação de pagamento instantâneo.

Agora que você já tem todas as informações sobre o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central nesse guia do Pix, está pronto para transferir, pagar e receber do jeito mais rápido e fácil que o Brasil já viu antes? É só abrir o seu App Juno, selecionar a opção Pix, e começar a brincadeira! 😉

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