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Glossário financeiro: os principais conceitos da gestão financeira

Algumas palavras relacionadas ao mundo da gestão empresarial podem parecer complexas. Preparamos um glossário para ajudar a esclarecer os principais conceitos da gestão financeira das empresas. Confira!

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Tempo de leitura: 4 minutos

Você sabe como andam as finanças da sua empresa? As análises, avaliações e decisões estratégicas relacionadas à captação e administração de recursos para o negócio fazem parte da chamada gestão financeira.

Seu principal objetivo é otimizar os ganhos da empresa, garantindo um crescimento financeiro saudável e bem planejado, por meio de uma série medidas e procedimentos estratégicos.

A importância da gestão financeira

Uma boa gestão financeira é responsável pela previsão de margem de lucratividade, que é capaz de equilibrar gastos e avaliar o saldo atual de contas a receber e a pagar.

A partir de um controle financeiro eficiente, o gestor empresarial pode avaliar com segurança como anda o fluxo de caixa e planejamento orçamentário do negócio.

A gestão financeira possibilita uma análise completa do negócio, que avalia como estão as finanças da empresa atualmente e como se comportaram em períodos anteriores, o que permite identificar possíveis falhas e despesas desnecessárias, além de alternativas de lucro a partir do remanejamento de aplicações.

Com a Juno, o gestor tem acesso a uma série de funcionalidades que vão tornar a gestão financeira empresarial muito mais descomplicada. A partir dos nossos relatórios e extrato, é possível acompanhar com tranquilidade a saúde financeira do negócio e garantir a otimização da gestão financeira.

Leia também: Gestão financeira: dicas para organizar a sua carteira de clientes

Boa parte dessa gestão envolve termos específicos que são importantes no dia a dia empresarial. Preparamos um glossário para ajudar a esclarecer os principais conceitos da gestão financeira das empresas. Confira!

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Glossário financeiro

Ativo X Passivo

Ativos são os bens e direitos de uma empresa. É tudo que compõe o patrimônio do negócio e que pode ser convertido em dinheiro, se colocado à venda. É possível citar equipamentos, terrenos e até mesmo direitos autorais e a própria marca como exemplos.

Já os passivos de uma empresa correspondem aos itens que geram custos, ou seja, ao saldo das obrigações e saídas de dinheiro. Aqui entram contas de luz e água, como exemplos.

A diferença entre ativo e passivo de uma empresa é o que forma o patrimônio líquido e fazer essa diferenciação é uma boa forma de analisar receitas e gastos.

Custo fixo

São todos aqueles custos que você sempre precisa pagar, independente da quantidade de vendas que aconteçam no mês. Um exemplo desses custos são o aluguel e salários de funcionários.

Custo variável

Diferente dos custos fixos, os custos variáveis dependem da quantidade de vendas em um determinado período. Os custos dos insumos de um produto, por exemplo, vão variar de acordo com quantas unidades deste produto serão feitas.

Lucro X Faturamento

Algumas empresas contam com um faturamento alto, mas esse número sozinho não quer dizer muita coisa, pois ele mostra o montante total das vendas. No entanto, vender muito, mas ter gastos elevados, pode deixar pouco recurso para a empresa, não é mesmo? Por isso o lucro é o objetivo maior do empreendedor, pois ele é o resultado do faturamento, menos os gastos. 

Leia também: Qual é a diferença entre faturamento e lucro?

Quer entender melhor como esses cálculos funcionam? Confira nosso vídeo sobre a diferença entre faturamento e lucro:

Lucro Líquido X Lucro Bruto

O lucro bruto é o resultado da receita total de vendas menos os custos de produção do que foi vendido. Já o lucro líquido é o resultado do lucro bruto menos todas as taxas e impostos que a empresa precisa pagar.

Ponto de equilíbrio

É o ponto no tempo onde a empresa consegue zerar sua operação, o que significa pagar todas as suas contas e recuperar investimentos, e começar a ter lucratividade. Basicamente, é o valor mínimo que um negócio precisa vender para não entrar no prejuízo. 

Capital de giro

É o valor necessário em caixa para pagar toda a operação do negócio até que os clientes efetuam o pagamento das compras realizadas. O prazo de recebimento dos clientes afeta diretamente a necessidade de capital de giro do negócio.

Ciclo financeiro

Também chamado de ciclo de caixa, é o tempo entre de pagamento dos fornecedores do negócio e recebimento dos clientes, ou seja, o tempo em que o dinheiro sai do caixa como despesa e entra no caixa novamente como faturamento.

Ciclo operacional

Esse ciclo envolve o tempo que demora entre a data de compra de insumos e a data em que os seu clientes efetuam o pagamento pelas mercadorias. No caso de vendas à vista, esse ciclo é o mesmo que o ciclo econômico, mas se as vendas são parceladas e o tempo para receber será maior.

Ciclo econômico

É o ciclo que começa na aquisição da matéria prima e termina na venda. Contando como o período de estocagem.

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é a movimentação de entradas e saídas de dinheiro do caixa de uma empresa, ou seja, tudo que seu negócio recebe e paga.

Depreciação

É a perda de valor que acontece com algum bem devido ao uso, tempo ou desvalorização de mercado. Uma máquina comprada para a empresa, por exemplo, é considerada um ativo, pois pode ser convertida em dinheiro, se for colocada à venda, mas ela dificilmente será vendido pelo mesmo valor que foi comprada – essa diferença é a depreciação.

Margem de contribuição

É um indicador financeiro que mostra se uma empresa tem receita suficiente para pagar seus gastos e despesas variáveis e ainda ter lucro. O volume de vendas sozinho não indica se a empresa está saudável financeiramente ou não, mas com a margem de contribuição é possível como anda a saúde financeira do negócio.

Pró-labore

De forma simples, é como se fosse o salário dos sócios da empresa. O erro de muitos negócios está em não estabelecer previamente um valor fixo para o pró-labore sem prejudicar o lucro e entender que o pró-labore não é o lucro. O ideal é que o pró-labore entre como um gasto da empresa e que o lucro, que sobra depois de todas as deduções, seja investido na empresa ou usado para formar uma reserva de emergência.

É a remuneração dos sócios administradores da empresa e não é a mesma o coisa que distribuição de lucros e dividendos. O erro de muitos negócios está em não estabelecer previamente um valor fixo para o pró-labore, sem prejudicar o lucro da empresa.

O ideal é que o pró-labore entre como um gasto da empresa e que o lucro, que sobra depois de todas as deduções, seja investido na empresa ou usado para formar uma reserva de emergência.

Lembrando também que o desconto do pró-labore é obrigatório por lei, para que você fique em legalidade com a Receita Federal.

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