Estatísticas sobre e-commerce que você precisa conhecer

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Por Tatiana Michaud
7 min de leitura
02/02/2021

2020 foi um ano surpreendente para o e-commerce, com um crescimento muito acima do esperado, de 47%. Esse aumento eleva a competitividade de um mercado que já estava aquecido. Para se manter no topo, é essencial conhecer as principais estatísticas. Saiba mais!

Ainda que o cenário econômico mundial tenha apresentado muita instabilidade em 2020, o e-commerce brasileiro apresentou um crescimento histórico de 47%, o maior observado nos últimos 20 anos. 

Além de ter acompanhado uma tendência já prevista de consumo, esse aumento acelerado também foi explicado por uma mudança no comportamento do consumidor provocada pela pandemia do coronavírus. O brasileiro já consumia bastante pela internet, mas já na primeira metade de 2020, esse cenário se intensificou ainda mais.

Por conta do distanciamento social amplamente recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), os hábitos de compra online ganharam uma nova dinâmica. 

Para quem vende, entender esse novo cenário é fundamental para se manter aquecido em um mercado em que o nível de competição se tornou ainda mais elevado no último ano. Uma estratégia essencial para um e-commerce manter a competitividade em 2021, é olhar atentamente para as estatísticas que medem a evolução desse segmento.

Neste artigo, você conhece as principais estatísticas que avaliaram o desempenho do e-commerce brasileiro em 2020. Vem com a gente!

E-commerce imagem descritiva

O cenário do e-commerce brasileiro

2020 foi um ano muito promissor para o e-commerce no mundo inteiro. Um estudo realizado pela Statista,s, apontou que em 2014 – primeiro ano em que esses dados foram coletados – o total de faturamento do segmento foi de 1,3 trilhões de dólares. Com base no crescimento do comércio eletrônico global no ano passado, a projeção do estudo é que em 2021, esse número deva atingir o patamar de  4,5 trilhões de dólares – um crescimento médio de aproximadamente 19% ao ano

Aqui no Brasil, o crescimento do e-commerce acompanhou a tendência mundial, conquistando uma das porcentagens mais expressivas no setor nos últimos 20 anos. Segundo dados levantados pela Ebit | Nielsen, o comércio eletrônico brasilero teve um crescimento de 47% já nos primeiros seis meses de 2020, o que totalizou um lucro de R$ 38,8 bilhões.

O mesmo estudo revelou que o pico desse crescimento aconteceu entre abril e junho, quando a maioria das cidades brasileiras restringia o comércio para conter aglomerações. Nesse intervalo, o número de pedidos online cresceu 70% em comparação com 2019.

Com base na curva de crescimento acelerada do ano passado, a Kearney, empresa norte-americana de consultoria, aponta que o ritmo médio de crescimento do comércio eletrônico brasileiro deve se manter aproximadamente em 17% até 2024. Ao longo desse período, as lojas online do Brasil devem faturar cerca de R$ 69 bilhões a mais do que era esperado no cenário pré-pandemia, de acordo com a estimativa.

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Mais lojas online

Esse crescimento elevado aconteceu por uma série de fatores, mas um dos principais foi pelo aumento de lojistas que adaptaram seus negócios e aderiram ao sistema online. De acordo com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), mais de 150.000 lojas online foram criadas entre março e julho no Brasil.
O mesmo levantamento apontou que, entre janeiro e junho de 2020, os consumidores brasileiros realizaram cerca de 90,8 milhões de compras pela internet.

Produtos que mais vendem pela internet

Para entender melhor como o e-commerce brasileiro funciona, é necessário olhar para as categorias mais consumidas no período de um ano. Em parceria com a Movimento Compre & Confie, a ABComm fez um levantamento das 10 categorias mais consumidas pelo brasileiro em 2020. Confira a lista das mais populares:

  • Beleza e perfumaria: crescimento de 107,4%, faturamento de R$ 2,11 bilhões;
  • Móveis: crescimento de 94,4%, faturamento de R$ 2,51 bilhões;
  • Eletroportáteis: crescimento de 85,7%, faturamento de R$ 1,02 bilhões;
  • Eletrônicos: crescimento de 68,4%, faturamento de R$ 3,93 bilhões
  • Esporte e lazer: crescimento de 66,8%, faturamento de R$ 1,57 bilhões;
  • Telefonia: crescimento de 52,2%, faturamento de R$ 7,00 bilhões;
  • Eletrodomésticos: crescimento de 51,0%, faturamento de R$ 4,21 bilhões;
  • Informática: crescimento de 46,7%, faturamento de R$ de 4,20 bilhões;
  • Moda e acessórios: crescimento de 34,9%, faturamento de R$ 4,10 bilhões;
  • Ar e ventilação: crescimento de 17,2%, faturamento de R$ de 1,22 bilhões.

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Quem é o consumidor online brasileiro?

O e-commerce é um dos setores que mais cresce no Brasil e tinha uma projeção de aumentar em 18% em 2020. Como já vimos até aqui, o ano passado surpreendeu até mesmo os especialistas em comércio eletrônico com uma curva de crescimento inesperada no setor, o que trouxe milhões de novos consumidores. 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Neotrust, 7,3 milhões de brasileiros realizaram sua primeira compra online durante o primeiro semestre de 2020, o que provocou um aumento de 40% no setor do comércio eletrônico. 

Isso fez com que o Brasil chegasse à marca de 41 milhões de usuários ativos no e-commerce. Desse total, 58% compraram pelo menos 4 vezes em 2020, enquanto 20% finalizaram mais de 10 pedidos durante este período. 

O ticket médio também aumentou consideravelmente nos e-commerces brasileiros. No primeiro semestre de 2019, esse valor era de R$ 404 já no mesmo período de 2020, a média passou para R$427. Ainda que o público masculino faça menos compras online, o ticket médio das compras dos homens é mais elevado. Durante o primeiro trimestre do ano, o valor foi de aproximadamente R$ 475, enquanto o do das mulheres foi de R$ 360. 

Em termos de faixa etária, pessoas com idades entre 36 e 50 anos realizam mais compras online durante o ano. Até setembro, os dados da Neotrust apontam que a idade média do consumidor online brasileiro é de 37 anos.

Ao analisarmos as estatísticas do comércio eletrônico com foco na regionalidade, dados da ABComm mostram que o Nordeste apresenta o maior faturamento em relação ao ano anterior, com um crescimento de 60,9%. O segundo lugar fica por conta do Sudeste, que teve um crescimento de 54,9%. A região Centro-Oeste fica em terceiro lugar, com um aumento de 47,1%, seguida pelo Sul, com 39,2%. O Norte, por sua vez, registrou 44,1%. 

Novidades no mercado de pagamento

Em novembro de 2020, o Pix entrou em operação no mercado financeiro brasileiro e desde então tem impulsionado as vendas no país, e o comércio eletrônico não fica de fora nesse cenário. 

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central em janeiro de 2021, o seu novo sistema de pagamentos instantâneos já representa quase 78% das operações bancárias. 

Muito utilizado em transações como transferências, o Pix tem ganhado cada vez mais força no mercado de pagamentos e para e-commerces, o sistema se mostra muito vantajoso por meio de uma série de soluções como link de pagamento, Pix no checkout online e muito mais. 

Preparamos um material específico para você descobrir o passo a passo de como integrar o Pix ao seu negócio. Clique abaixo para conferir!

Além do Pix, o cartão de crédito é um dos meios de pagamento favoritos dos consumidores no Brasil. Só no primeiro trimestre de 2020, esta opção de pagamento cresceu cerca de 23,2%, segundo um levantamento da ABECS (Associação Brasileira de Empresas de Cartão de crédito). 

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