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É seguro usar o Pix?

Com o lançamento do Pix cada vez mais próximo, a dúvida sobre a segurança do novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central tem crescido nas redes sociais. Saiba tudo sobre os aspectos de segurança do Pix no artigo a seguir!

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Tempo de leitura: 7 minutos

A poucos dias de entrar oficialmente em operação no país todo, o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, tem sido o assunto do momento. E não é pra menos: com eles, as transações bancárias vão passar a acontecer 24 horas por dia, todos os dias da semana e do ano, mesmo em finais de semana e feriados

Leia também: Conheça o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central

Além disso, os pagamentos terão uma compensação de até 10 segundos. Daí vem seu nome, instantâneo. É velocidade e disponibilidade nunca antes vistas no mercado de pagamentos brasileiro. Mas não é só por todas as vantagens que o Pix vai oferecer, que ele se tornou um assunto tão comentado. 

Ao realizar uma rápida pesquisa pelas redes sociais, é possível perceber que existe muita dúvida sobre o Pix ser seguro. É normal que as pessoas sintam uma certa insegurança com novidades, principalmente quando estamos falando sobre um novo sistema de pagamentos, afinal, dinheiro é dinheiro, mesmo que a proposta do Pix seja justamente não precisar mais contar com cédulas de papel ou moedas físicas. 

Com data certa para começar a funcionar oficialmente no dia 16 de novembro, o Pix já está com tudo certo para abalar as estruturas do mercado de pagamentos do Brasil E para te deixar ainda mais tranquilo sobre realizar pagamentos e emitir suas cobranças pelo Pix, preparamos um artigo especial que explica porque o novo sistema do Bacen é seguro. Vem com a gente!

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Quem pode operar com o Pix?

O Pix é instituído pelo próprio Banco Central, que é a autoridade monetária do país, isso significa que a segurança é um do principais requisitos para que ele seja uma possibilidade no cenário de pagamentos do Brasil. 

Segundo o próprio Bacen, o novo sistema é uma forma completamente segura e interoperável de pagamento, que vem para mudar a intermediação financeira do país. 

Outro aspecto de segurança que o Bacen aponta é que o Pix substitui com tranquilidade a necessidade de dinheiro vivo em transações simples, como realizar compras no comércio, o que significa que os clientes não vão mais precisar carregar moedas e cédulas, diminuindo as chances de assaltos, por exemplo. “A primeira coisa que dá pra gente dizer é que a ideia do Pix é substituir o dinheiro em papel e isso por si só já é um movimento que traz mais segurança para o usuário final, que não vai precisar sair com dinheiro na carteiro, evitando assaltos.” afirma Marta Savi, responsável pelo Regulatório e Compliance da Juno.

A Renata Alba, nossa Gerente de Risco e Compliance, explica que por ser um sistema do próprio Banco Central, os processos de segurança envolvidos para que as instituições possam operar com o Pix são muito mais criteriosos do que em outros meios de pagamento, como o cartão de crédito, por exemplo. “É importante trazer também que as instituições que vão trabalhar como participantes diretos, como a Juno por exemplo, elas têm que ser autorizadas pelo Banco Central, e elas também tiveram que passar por todo um processo de homologação para poder oferecer Pix para seus clientes. Então esse processo foi um processo bastante longo, envolveu áreas de tecnologia, integrações, testes, e também envolveu a parte regulatória. Tudo isso para garantir a segurança do usuário e do comerciante que vai receber pagamentos por Pix.”, conta Renata.

Os participantes do Pix podem ser diretos ou indiretos. Entenda suas principais diferenças:

Participante direto

Os participantes diretos são as Instituições autorizadas a operar pelo Banco Central. No sistema de pagamentos instantâneos do BC, o participante direto oferece uma conta transacional para o usuário final que, para fins de liquidação, é o titular da conta.

Participante indireto

É a instituição que também oferece uma conta transacional para o usuário final, mas que não é titular da conta de Pagamentos Instantâneos no Banco Central nem possui uma conexão direta com o SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos). Esse tipo de participante utiliza os serviços de um liquidante no SPI com o objetivo de liquidar pagamentos instantâneos. 

Quando o Pix entra em funcionamento?

O Pix entra em operação oficialmente em novembro de 2020, e isso significa que até lá, todos os bancos, fintechs e instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas vão precisar se adequar para poder oferecer esse tipo de serviço. 

Leia também: Como Instituições de Pagamento podem usar o Pix

O acesso ao DICT (Diretório de Contas Transacionais), que é onde as Chaves Pix ficam armazenadas, só pode ser realizado por participantes diretos. Os indiretos podem gerenciar suas chaves e transações por meio dos bancos, fintechs ou instituições financeiras com os quais realizem suas operações Pix.

Leia também: Tudo sobre as Chaves Pix

Como os clientes da Juno vão usar o Pix?

Se você é um cliente Juno e quer oferecer o Pix como solução de pagamentos para o seus clientes, você pode fazer isso usando a sua Conta Juno.

Saiba todas as vantagens de utilizar o Pix pela Juno aqui. 

E para quem é possível transferir ou receber dinheiro pelo Pix?

  • P2P (de pessoa a pessoa);
  • P2B (de pessoa para empresas);
  • B2B (de empresa para empresa);
  • P2G (de pessoa para governo);
  • B2G (de empresa para governo);
  • G2P (de governo para pessoa);
  • G2B (de governo para empresa).

Além da Juno fazer parte do time dessas fintechs, também estamos incluídos em um outro time bem especial. Junto com outras 24 empresas no país todo, a Juno é autorizada e reconhecida como Instituição de Pagamentos pelo Banco Central!

Chaves Pix

As Chaves Pix só podem ser criadas, gerenciadas e excluídas pelo próprio usuário. No entanto, existem alguns casos específicos em que o participante direto, que é a instituição de pagamento pela qual você realiza suas transações do Pix – como a Juno – pode pedir a exclusão das chaves. Confira os motivos que podem levar a isso para garantir que não aconteça com você: 

  • Encerramento da sua conta transacional;
  • Suspeita, tentativa ou até mesmo confirmação de uso fraudulento da Chave Pix;
  • Identificação da necessidade de ajustes após o processo de sincronismo das suas chaves;
  • Inatividade de uso da Chave Pix, que é caracterizada pelo não recebimento de ordens de liquidação por mais de 12 meses.

Se o pedido de exclusão da chave partir do usuário, o participante direto vai excluir apenas as chaves que foram solicitadas. Isso significa que é possível excluir apenas um tipo de chave junto ao participante direto. A exclusão das chaves é feita imediatamente no DICT (Diretório de Contas Transacionais).

Reivindicação e portabilidade de chaves

Caso o CNPJ ou CPF vinculado a essa chave já esteja cadastrado em outro banco, fintech ou Instituição de Pagamento, você pode pedir a portabilidade da chave, junto ao participante direto da sua conta. 

Se for identificado que a chave já foi registrada no DICT por outra pessoa física ou jurídica, o usuário é então direcionado para o fluxo de reivindicação de chaves Pix.

É possível pedir portabilidade de todos os tipos de chave (celular, e-mail, CNPJ/CPF). Mas de acordo com o regulamento Pix, somente é possível solicitar a reivindicação de chaves tipo celular e e-mail.

Vale lembrar que os processos de registro, exclusão, alteração, portabilidade e reivindicação ficam disponíveis para os usuários todos os dias do ano, sempre das 8h às 20h no horário de Brasília.


Modalidades de pagamento

Com o Pix, pagamentos e transações bancárias passam a ser realizados 24 horas por dia, em todos os dias do ano, isso inclui finais de semana e feriados.

As operações financeiras via Pix terão um custo menor do que outros meios de pagamento, como TED, DOC, boleto e cartões de crédito e débito.

As vantagens do novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central não param por aí: ele vai ser a primeira a opção de débito online sem cartão. As transferências não têm limite, além de não comprometerem o limite do cartão de crédito. 

As transações via Pix acontecem por meio de QR Codes, dinâmicos e estáticos, o que facilita muito a rotina financeira do usuário final.  Do ponto de vista dos negócios, é mais uma opção de pagamento para os clientes, com a compensação instantânea, o que torna todo o processo de pagamentos muito mais ágil o otimizado.

Leia também: O que muda com o Pix, o novo sistema de pagamentos do Banco Central?

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É possível cancelar uma transferência Pix?

As transferências realizadas pelo novo sistema de pagamentos do Banco Central são definitivas e para conseguir o dinheiro de volta depois que elas são realizadas, é necessário que o usuário recebedor informe ao seu prestador de serviço de pagamento o valor e o motivo da devolução.

O processo de devolução é sempre iniciado pelo usuário recebedor, e é permitida a realização de múltiplas devoluções de uma mesma transação. Uma solicitação de devolução de Pix pode ser feita apenas até 90 dias depois da data da transação do pagamento original.

Depois de autorizada a devolução do Pix, o participante direto deve debitar o valor informado na conta transacional do usuário recebedor, e remeter os fundos ao participante prestador de serviço de pagamento do usuário pagador, informando o motivo da devolução.

Uma transação Pix pode ser rejeitada pelo participante direto nos seguintes cenários:

  • Exceder o tempo máximo para a autorização de iniciação de transação, de acordo com o Regulamento do SPI (banco, fintech, instituição financeira responsável pelo Pix);
  • Suspeita de fraude;
  • Suspeita de infração à regulação de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo;
  • Problemas na autenticação do usuário pagador;
  • Envolver movimentação de recursos oriundos de usuários pagadores sancionados por resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na forma prevista na Lei nº 13.810 de 2019, e conforme disciplina própria editada pelo Banco Central do Brasil;
  • Houver problemas na identificação do usuário recebedor.

Confira na íntegra o painel em que a Marta e a Renata falam tudo sobre os aspectos de segurança do Pix que aconteceu na nossa Imersão Pix para Negócios nos dias 10 e 11 de novembro:

Quer saber mais sobre o Pix e como ele vai funcionar na Juno?

Preencha o formulário abaixo e a nossa equipe entrará em contato!

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