Conheça o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central

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Por Tatiana Michaud
5 min de leitura
13/01/2022

O Pix vai possibilitar pagamentos e transferências em apenas segundos, todos os dias do ano. A gente conta um pouco mais sobre como essa novidade vai mudar a forma como as transações financeiras são realizadas!

O Pix é o sistema instantâneo de pagamentos e transferências criado pelo Banco Central. O grande destaque do Pix é que, por meio dele, as transações são efetivadas em até 10 segundos, além de estarem disponíveis 24h por dia, todos os dias da semana!

Antes da chegada do Pix, que aconteceu em novembro de 2020, as transferências de valores sempre foram feitas por meio de TEDs, que são as Transferências Eletrônicas Disponíveis; e DOCs, que são os Documentos de Ordem de Crédito; enquanto os pagamentos de contas sempre foram realizados via boleto bancário, cartões, transações físicas ou até mesmo com dinheiro vivo.

Algumas dessas operações bancárias podem levar dias para serem realizadas e ainda podem acarretar custos para os clientes. Em bancos tradicionais, por exemplo, uma TED pode custar entre R$ 8,00 e R$ 16,00. E é justamente nesses fatores que o Pix veio para fazer toda a diferença. 

Neste post explicamos como vai funcionar o novo sistema que promete mudar a velocidade dos pagamentos. Vem com a gente!

Sistema de pagamentos PIX imagem descritiva

O que é o Pix?

O Pix é o meio de pagamento instantâneo criado para facilitar a transferência de valores entre contas bancárias, acelerar o pagamento de boletos e contas e muito mais. 

Seu grande diferencial está na velocidade e disponibilidade: as modalidades de transferências disponíveis hoje, TED e DOC, são restritas tanto em relação a horários e dias quanto em quantias, já o Pix vai permitir que as transações sejam realizadas em poucos segundos, em qualquer dia e horário, além de baratear os custos de cada operação.

Como o Pix funciona?

Antes de entendermos mais sobre Pix, é interessante conferirmos como a TED e o DOC funcionam. Isso porque, até a chegada do Pix, nós contávamos com essas duas modalidades de transferência:

TED

A Transferência Eletrônica Disponível (TED) é um tipo de transferência de valor. Sua principal característica é que, caso seja feita até às 17h, o dinheiro sai de uma conta e já cai na conta de destino no mesmo dia. Caso a operação via TED tenha sido feita depois desse horário, o valor só vai cair na conta destinada no próximo dia útil. 

Um outro contraponto desse tipo de transferência é que, depois de realizada, uma TED não pode ser cancelada. Em relação a valores, não existe um mínimo para TEDs e valores superiores a R$ 5 mil podem ser transferidos sem problemas. 

DOC 

O Documento de Ordem de Crédito (DOC) é um tipo de transferência bancária que envia o dinheiro da sua conta para outra apenas no dia útil seguinte do pedido. Caso o agendamento do DOC tenha sido feito após às 21h59, o dinheiro só vai cair na conta de destino após dois dias úteis. 

As transferências via DOC têm uma limitação de valores, isso porque só é permitido transferir quantias até R$ 4.999,99. Uma das vantagens do DOC a possibilidade de cancelar a transferência – mas somente se você for até o banco e fizer essa solicitação. 

Tanto a TED quanto o DOC funcionam apenas em dias úteis. Isso significa que transferências realizadas em finais de semana ou feriados só são concluídas no próximo dia útil.

Pix

O Pix muda completamente esse cenário, pois as transações são realizadas em tempo real. Além disso, o sistema funciona todos os dias do ano, 7 dias por semana, 24h por dia. 

Mesmo com essa diferenciação, o Pix não foi planejado para substituir a TED ou o DOC. Muito pelo contrário: ele foi lançado para ser mais uma alternativa, dando acesso à população.

De acordo com o Banco Central, as transações do Pix podem ser realizadas:

  • Entre estabelecimentos;
  • Entre pessoas;
  • Entre pessoas e estabelecimentos; 
  • Entidades governamentais. 

Leia também: Pix, TED e DOC: quais as diferenças entre os tipos de transferências?

Como utilizar o Pix?

Para usar o Pix, a melhor dica é a criação de uma chave Pix. Com ela, você consegue agilizar ainda mais o processo de recebimento de dinheiro via Pix.

Qualquer pessoa que tenha uma conta em um banco pode criar uma chave Pix, usando seu número de telefone, CNPJ/CPF, e-mail ou gerando uma chave aleatória.

Para receber o dinheiro, basta informar a sua chave e em até 10 segundos essa graninha estará na sua conta. É bom para quem recebe, e também para quem paga: isso porque as transferências via Pix para quem é Pessoa Física, MEI, EI e EIRELI são gratuitas.

Outra maneira de realizar transações via Pix é por meio de QR Codes Estáticos e Dinâmicos:

  • QR Code estático: pode ser utilizado em diversas transações. Ele pode ser usado para transferências entre duas pessoas, por exemplo. 
  • QR Code dinâmico: é mais funcional para pagamento de compras, já que vai poder apresentar informações diferentes a cada transação, além de permitir que sejam incluídos dados adicionais sobre determinada transação.

Quer saber mais sobre o Pix? É só apertar o play no vídeo abaixo 😉

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